"Não tenho tempo para transar"

Superando rotinas desgastantes

publicado por Paula (Prem Nigama)

Rotina, casa, trabalho, trânsito, estudos, filhos, correria, mil atividades, dieta, estresse, desgaste, cansaço, falta de dinheiro, desentendimentos, preocupações, baixa libido, ausência de prazer. Estas podem ser algumas das inúmeras causas para a diminuição ou até a inexistência da nossa boa e velha conhecida transa.

É fato que a vida moderna nos trouxe muitos benefícios, acesso rápido, participamos de inúmeras atividades simultâneas, nossos tentáculos são longos e penetráveis em quase tudo o tempo todo, mas é sabido também que tanta variedade nos traz dificuldade em perceber o que realmente importa para nós. Tudo acontece ao mesmo tempo e fica quase impossível elencar prioridades e, por vezes, nos vemos meio perdidos num labirinto de infinitas possibilidades.

Percebemos que estamos sobrecarregadas, que há coisas importantíssimas sendo deixadas de lado. O primeiro alarme a soar normalmente está ligado ao sexo, de repente, notamos que aquela transa que acontecia todo dia, às vezes até mais que uma vez por dia e cheia de tesão, começa a minguar para poucas vezes por semana, até nos darmos conta de que não transamos mais, não temos mais tempo para transar.

Aquele que era um momento de prazer, relaxamento e conexão com o ser amado está cada vez mais escasso, e pior, parece não ser mais tão prazeroso assim. Quando esse gongo toca, é necessário diminuir um pouquinho o ritmo, recolher os tentáculos e olhar para si, abrir os olhos para o fato de que, talvez, você não esteja vivendo a vida, e sim, a vida esteja vivendo você.

É chegado o momento de virar esse jogo, reverter o placar enquanto é tempo, se não, fatalmente assistirá de camarote o sonho de uma vida feliz e realizada escorrer entre os dedos.

Vale rever as prioridades. Eu sei que a vida é corrida, temos muitas obrigações, mas se não estou transando e isso é importe para mim, é necessário trazer o sexo novamente a bailar dentre as prioridades, não dá para deixá-lo esquecido na gaveta de meias.

Sem dúvida, não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Um caminho é criar rotinas de prazer, sim, isso mesmo, somos cercados pela rotina, se não dá para nos livrarmos dela, usamos ela a nosso favor. Incluir na rotina momentos de prazer, aguça o corpo e a alma, mexe com o imaginário e nos deixa mais abertos a dar e receber carinho. Essas pílulas de prazer, como eu gosto de chamá-las, são pequenas doses durante o dia de integração do casal, não precisa ser o sexo propriamente dito, pode ser um bilhetinho, uma mensagem, um abraço mais forte antes de sair para o trabalho, uma ligação inesperada durante o dia, qualquer coisa que promova maior conexão entre vocês.

Uma coisa super importante é perceber que transar não é apenas o ato de copular. Transamos com os cheiros, com a pele, com o cabelo, com olhos, com as mãos, com a boca, com o corpo todo e, sobretudo, transamos com a alma. Não restrinja esse momento mágico a apenas 5 ou 10 minutos de penetração. Neste sentido, o Tantra é um caminho muito interessante, pois seu segredo não está no sexo de horas, mas sim, em acessar prazeres intensos com mais facilidade, como no olhar nos olhos ou enquanto deitados juntinhos no sofá vendo TV.

Depois disso, vem uma parte que eu particularmente gosto muito, que é olhar para as necessidades de ambos, para as suas necessidades e para as dele. Homens e mulheres são diferentes. Geralmente, homem faz sexo para relaxar, já a mulher tem de estar relaxada para fazer sexo. O time parece completamente oposto, mas não precisa ser, lembre-se de que vocês estão caminhando juntos porque escolheram dividir a estrada, não porque foram obrigados. Então, claro que vale expor e conversar sobre tudo, principalmente sobre a transa, ou melhor, a falta dela. Às vezes, ouvir o outro, conhecer sua versão e contar a sua é 80% da solução. Muitos pontos são necessários para manter a união do casal, mas, sem dúvida, a conexão e a liberdade de expor sentimentos encabeçam a lista. Separados somos apenas yin e yang, juntos somos yin e yang em movimento, a junção de duas energias vivas e poderosas. Essa é a brincadeira, estar em constante movimento, juntos e misturados sem saber onde um começa e onde outro termina, apenas ter a certeza que estão ali completamente entrelaçados.

Diante de todas as opções e caminhos, mais uma coisinha se faz necessária, uma autoanálise leve e despretensiosa. A busca aqui não é atribuir culpa, muito menos encontrar culpados, mas é importante perceber se realmente você não tem mais tempo para transar ou se, na realidade, você não quer ter tempo para transar. Sim, isso pode acontecer, por inúmeros motivos, como cansaço excessivo, esgotamento emocional ou baixa hormonal. Vale olhar para isso com sinceridade e se perguntar, realmente estou ocupada demais, invertendo as prioridades e aí não tenho tempo ou me imponho prioridades diferentes para não ter tempo? É basicamente perceber, sem o véu da culpa e da vitimização, se não tenho tempo ou se não quero. E não se desespere caso a resposta encontrada seja “não quero”, observe-se, descubra o porquê não quer e fique tranquila, pois para tudo sempre há solução.

Paula (Prem Nigama)
Especialista em Mulheres e Casais, é autora do ebook Tantra a Dois. Passou pelas principais escolas de Tantra do Brasil, ganhando experiência em facilitação do autoconhecimento e expressão do que vibra o coração.Advogada, deixou o mundo corporativo para mergulhar numa jornada de autoconhecimento através do [...]

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