Tantra e Morte: Você não sabe viver porque esqueceu que vai morrer.
publicado por Ghaarnôózk (Apoorva)
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Você esqueceu da morte, então se esqueceu como é viver e, assim, também não sabe sentir prazer.
A morte é uma professora tanto para quem está indo, quanto para quem se foi e mais ainda para quem fica. O Tantra nos lembra disso o tempo inteiro, porque dentro de uma única vida terrena, podemos nascer e renascer uma incontável série de vezes e cada vez que somos pessoas novas raramente reconhecemos os trejeitos da versão anterior, mas a essência do Ser está ali: pulsando, ansiando por mais, para que mais uma camada seja revelada.
Todavia, antes de chegar a um renascimento, à uma virada tântrica, muitas pessoas sentem a vida se esvaindo em preocupações fúteis, em uma busca incansável por uma perfeição plástica, roteirizada, sem falhas. O Tantra nos diz que viver é imperfeito. Viver é errar. Viver é permitir-se inteiro.
Na ânsia pelo controle, as pessoas negam aquilo que têm de mais precioso: a completude do ser, do viver, do rir, do chorar, de ver algo bom, de ver algo ruim, de reinventar-se em meio a tudo e fazer a única travessia possível.
E sim, ainda estamos falando de Tantra e prazer. Pense comigo: se negamos aspectos da vida, o que nos garante que não estamos negando aquilo que é essencial para sentirmos a completude de Ser. Quantas vezes você já adiou o prazer? Um dia corrido, uma semana estressante, um corpo que carrega cansaço e a mente saturada de pensamentos. O pensamento mais comum é: vou deixar para lá só por hoje e então, você se recolhe e não aproveita nenhuma das maravilhas do mundo; nem a mais simples e tão pouco a mais fantástica.
Os hormônios da luta inundam suas veias (cortisol, adrenalina e noradrenalina), mas contra quem você está lutando? Contra você e mais ninguém. E, no meio dessa guerra interna, esquece o essencial: que um dia, inevitavelmente, você morrerá .
Ninguém entra na eternidade sem primeiro viver e morrer repetidas vezes. O Tantra, na visão de Osho, nos ensina que a morte pode ser diária: a morte dos símbolos que nos aprisionam, a morte dos medos que nos paralisam, a morte das amarras que nos mantêm em relacionamentos vazios, rotinas exaustivas, desejos reprimidos. Porque só ao deixar morrer o que não nos serve é que podemos renascer para algo novo, vibrante e pleno.
A morte do corpo é fácil. Um passo errado, um mal súbito, um câncer, um instante de distração e tudo acaba. Alguns choram por anos, outros por meses, dias ou minutos. Mas, no fim, a vida segue. E você? O que fez com a sua? Passou os dias moldando-se aos desejos dos outros, sacrificando seu prazer, adiando sua liberdade?
Aprenda a morrer sem precisar partir. Aprenda a viver antes que seja tarde.
O Tantra não é uma promessa vazia – é um convite valioso para aqueles que ousam despertar. Você pode assistir a vida passar ou pode começar agora. A escolha é sua.
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