Depoimento de Patrick
Minha primeira vivência de Kali e Dionísio foi um evento de extinção em massa. Algo antigo, bruto e dominante perdeu o chão. Padrões que governavam meu corpo, meus impulsos e meu modo de existir foram simplesmente arrancados da posição de poder. Não foi bonito. Foi radical. Depois disso, nada interno voltou a funcionar do mesmo jeito. Um outro tipo de vida começou a surgir, ainda frágil, mas possível.
Essa segunda vivência veio com outra força. Não destruiu o que restava, mas deslocou. Foi como um grande movimento das águas, profundo, lento e implacável. Ilhas que eu acreditava conhecer desapareceram. Outras surgiram onde antes só havia mar aberto. Lugares internos que eu nunca tinha pisado começaram a se mostrar. Não como promessa, mas como realidade.
Ainda estou dentro desse movimento. O corpo sabe. O campo segue reverberando. Não existe pressa para organizar o que foi tocado. Algumas experiências precisam de tempo para assentar no osso, na carne e na respiração.
O que posso dizer com alguma clareza é que aquilo que antes era ameaça hoje tem outra forma. O que sobreviveu não ficou igual. O que era pesado ganhou leveza. O que era bruto aprendeu outra linguagem.
Esse trabalho não fecha ciclos. Ele inaugura eras.
E eu sei que algo em mim já entrou em outro tempo.
Patrick
Conheça a instrutora desta atividade:
Eu sou Bia Surmani, Terapeuta Orgástica e Psicoterapeuta Corporal. Trabalho com mulheres em processos de autoconhecimento, escuta profunda, reconexão com o corpo e expansão do prazer. Minha abordagem integra o toque, a palavra, a respiração e o silêncio como caminhos de cura e retorno [...]
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