Como eu pude fazer isso?

Como eu pude fazer isso?
tags: Tantra

Quantas vezes olhamos para trás e nos perguntamos: “Como eu pude fazer isso?”

Eu lhe convido a fechar os olhos nesse momento, acessar suas memórias e fazer essa pergunta: “Que coisas na vida eu já fiz que não consigo compreender como pude fazer?”

Entrar em discussões desnecessárias que sugam nossas energias.

Morrer de ciúmes por alguém.

Querer privar o outro de desfrutar a sua liberdade.

Não aceitar a si mesmo.

Odiar seu próprio corpo.

Achar que suas atitudes vão mudar as pessoas e julgar que a mudança que você quer é melhor para elas.

Ser grosseiro de graça.

Desejar que o outro se dê mal.

Ser vingativo.

Humilhar alguém.

Se achar melhor que o outro.

Se comparar o tempo todo.

Exigir perfeição de si e dos outros.

Destruir alguém com palavras e ainda se sentir superior por isso.

Agredir.

Querer ganhar no grito.

Usar alguém.

Se beneficiar de forma imoral.

Brincar com os sentimentos de alguém.

Não ter a menor empatia.

Ser preconceituoso.

Achar natural destruir o meio ambiente.

Julgar e condenar as pessoas.

Cobrar que as outras pessoas ajam como você.

Se diminuir em relação aos outros.

Se humilhar.

Aceitar menos do que merece.

Carregar culpas ou mágoas por anos ou décadas.

Negligenciar o próprio prazer.

Se reprimir e reprimir outras pessoas.

Viver esperando a sexta-feira chegar.

Acreditar que a vida é pagar boletos e assistir televisão.

Dar valor somente ao ter e não ao ser.

Ser corrupto.

Não se aceitar.

Se matar cuidando dos outros e não se cuidar.

Se sobrecarregar com os problemas de todo mundo.

Não saber dizer não.

Viver cheio de sentimentos reprimidos porque não sabe como expressá-los e acredita que tem que escondê-los até de si mesmo.

Engolir choros.

Não demonstrar amor pelas pessoas que ama.

Fingir orgasmos...

Há uma lista imensurável de coisas para as quais podemos olhar pra trás e nos perguntarmos: “Como eu pude fazer isso?”

Não é pra se culpar, se doer, mas pra observar como é bom ter adquirido consciência de que aquilo você não pode mais.

É legal sabermos que tudo bem. Sejamos gratos por poder olhar para trás e sabermos que naturalmente, sem o menor esforço, hoje, já não podemos mais agir da mesma forma. Isso é crescimento. Fique feliz por você! Comemore! Celebre! Não precisamos nos lamentar por um lugar ao qual não mais pertencemos.

Ao mesmo tempo, ao crescermos um pouquinho, ao elevarmos um cadinho o nosso nível de consciência, parece que apagamos da memória o quanto já erramos e julgamos o outro sem pensar.

Olhamos para as atitudes dos outros, as vezes nos contorcemos e vociferamos: “Como pode fazer isso?”

Talvez ele possa porque ainda está em um nível de consciência que o permite agir assim. Ele ainda pode...

Tenhamos um pouco mais de empatia e se a gente puder ajudar, e a outra pessoa aceitar a nossa ajuda, ótimo. Que a gente possa estender a mão. Mas se a pessoa se recusar, tudo bem também. Estamos todos na mesma caminhada. Vamos e voltamos na estrada o tempo todo. Subimos e descemos. Caímos e levantamos. Portanto, ao olharmos para a caminhada dos outros, sejamos empáticos e não juízes.

Certamente ao longo de nossa vida ainda muitas vezes olharemos para trás e nos perguntaremos de novo, e de novo, e de novo... “Como eu pude fazer isso?”

Faz parte. Estamos crescendo. A busca é individual e interna. É escolha. Que possamos nos olhar com mais amor, compreender que nem todo mundo tem a mesma visão que nós. Que não há verdades absolutas, mas olhares diversos sobre um mesmo ponto.

Que a gente possa seguir se ajudando, contribuindo com nossos talentos e nos enxergando cada vez mais como unos, pedacinhos de um mesmo ser. Assim, quem sabe a caminhada de todos não se torna mais leve e acolhedora?

Sigamos juntos!

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