O grande ensinamento

O grande ensinamento

Tantra - A Suprema Compreensão


Em Mahamudra todos os pecados são consumidos;
em Mahamudra está a libertação
dos cárceres deste mundo.
Esse é o supremo archote do Dharma.
Os que não crêem nisso são insensatos,
para sempre chafurdados em sofrimento e tristeza. 

Se alguém quer lutar pela libertação,
precisa confiar num Guru.
Quando a tua mente recebe a bênção dele
a emancipação está próxima. 

Ai! Todas as coisas deste mundo são sem sentido,
não passam de sementes de dor.
Ensinamentos pequenos levam a ações -
só se devem seguir os Grandes Ensinamentos.

Tantra não acredita no desenvolvimento gradual da alma, mas na inesperada Iluminação. A Ioga acredita no desenvolvimento, polegada por polegada, passo a passo, progredindo até o Final.

A Ioga é muito aritmética: deves equilibrar cada pecado que cometeste com um ato virtuoso. Tua conta tem de ser inteiramente saldada. Sem que completes tuas contas com o mundo, não podes tornar-te um Iluminado. Essa é uma concepção matemática, científica, e a mente dirá: “É natural que seja assim. Cometeste pecados: quem deve sofrer por eles? Tu cometeste os pecados, tens de sofrer por eles. E só através do sofrimento é que podes ser liberado. Se teus atos foram maus, tens de compensá-los, tens de paga por eles, tens de praticar boas ações. Só quando o equilíbrio se completa, a liberação é possível. De outra maneira, terás de ser atirado à terra muitas e muitas vezes, renascer, viver, crescer.” Essa é toda a filosofia da transmigração, do renascimento.

Tantra diz exatamente o oposto. Tantra tem uma abordagem muito poética, não aritmética. E Tantra acredita no amor, não na matemática. Acredita na Iluminação súbita. Diz que os pequenos ensinamentos só tem ensinam sobre ações e que os grandes ensinamentos não te ensinam como agir; ensinam-te como ser, o que ser.

Praticam-se ações aos milhões e, se tiveres de pagar por todas as tuas ações, parece quase impossível que chegues à libertação um dia. Viveste milhões de vidas e, em cada vida, praticaste milhões de atos. Se fores pagar por todos esses atos, sofrer por eles, compensar cada má ação praticando uma boa ação, terás que viver novamente algumas milhões de vidas. E, nesse entretempo, nos complexos relacionamentos da vida, cometerás muitos atos mais. Assim, quando terminará essa cadeia? Parece impossível. A libertação torna-se quase impossível - não pode acontecer. Se essa é a forma, se tens de progredir polegada por polegada, então o progresso é um sonho impossível.

Se entenderes a atitude da Ioga, irás sentir-te muitíssimo desesperançado. Tantra é a grande esperança. Tantra é como um oásis num mundo de desertos.

Tantra diz que absolutamente não se trata disso: os atos não são o ponto importante. Tu os praticaste porque eras ignorante; eles vieram da tua ignorância. Na verdade, Tantra diz que não és responsável por eles. Se alguém é responsável por eles, então será o Todo - tu podes chamá-lo de Deus. Deus pode ser responsável, mas tu não. Tantra diz que mesmo o aceitar tal responsabilidade demonstra muito egoísmo. Dizer: “Tenho de compensar, tenho de praticar boas ações, tenho de me libertar, polegada por polegada, passo por passo” é, também, uma atitude muito egoísta, egoconcentrada.

Por que achas que és o responsável? Se a responsabilidade tem de estar algures, então deve estar com o próprio Divino, com o Todo. Tu não te criaste, não deste nascimento a ti próprio; tu foste criado. Então o Criador deve ser o responsável, não tu.

E praticaste todas as ações por ignorância; não tinhas consciência do que estavas fazendo, estavas completamente embriagado pela ignorância, tateavas na escuridão; na escuridão esbarraste sobre coisas e algo aconteceu. Tantra diz que a única coisa necessária é a luz, a consciência. Não há necessidade de responder por milhões de atos; só uma coisa tem de ser feita, e é isto: não permanecer ignorante, tornar-se consciente.

Desde que te tornes consciente, tudo quanto pertence ao mundo das trevas desaparecerá. E terás a impressão de que foi um sonho, um pesadelo. Não parecerá real. E não foi realidade, porque, quando estás profundamente inconsciente, só podem existir sonhos; não a realidade. Estiveste sonhando que amavas. Não podes amar. Não estás aqui para amar. Não existes ainda, não tens um centro. Como podes amar? Apenas acredites que amas e, então, tua vida amorosa e as ações a ela relacionadas tornam-se um sonho. Quando acordares desse sonho, dirás, simplesmente: “Como pude amar? Impossível! Antes de mais nada, eu não existia. Na verdade eu não tinha existência.” Sem percepção, sem consciência, o que significa dizer: “Tu és”? Não significa nada.

Estás adormecido, tão profundamente adormecido como se ali não estivesses. Uma pessoa que esteja numa casa, profundamente adormecida, em coma - está, realmente, ali? Não há distinção a ser feita. Estar ou não estar ali não faz diferença: ela está em coma. Se vierem ladrões e roubarem tudo o que há na casa, quem responsabilizará o que está deitado, em coma, inconsciente? Será ele responsável? Quando for interrogado e julgado: “Vieram ladrões! Que estavas tu fazendo?” Como se pode responsabilizar um homem que está em coma, inconsciente?

Tantra diz que, em todas as tuas vidas, permaneceste em coma: não és responsável. Essa é a primeira libertação que Tantra te oferece. E, com base nisso, muitas coisas imediatamente acontecem, tornam-se possíveis. Já não precisas esperar por milhões de vidas; neste mesmo momento a porta pode abrir-se. Não é um processo gradual, é um súbito acordar - e tem de ser assim.

Quando estás adormecido e alguém quer acordar-te, acordas por um processo gradual? Ou é súbito o acordar? Mesmo no sono comum, é um processo gradual? Acontece assim: primeiro tu te tornas ligeiramente acordado, então um pouco mais, depois um pouco mais, dez por cento, vinte por cento, trinta por cento, cinqüenta por cento; acontece assim? Não. Ou estás acordado ou estás adormecido; não há passos graduais nesses estados. Se ouviste a pessoa que te chama pelo nome, estás acordado e, não dez por cento acordado. Os olhos podem estar fechados, mas, se estiveres consciente de que alguém te está chamando, já estás acordado.

Não se trata de um processo gradual; é um salto repentino. Quando, a cem graus de aquecimento, a água salta e torna-se vapor, há, ali, alguma transformação gradual? A água começa por ficar dez por cento, vinte por cento, trinta por cento, em estado em vapor? Não. Ou é água ou é vapor, não há território de permeio a ser dividido.

Quando uma pessoa morre, morre aos poucos, num processo gradual? Podes dizer que ela está meio viva, meio morta? Que significará isso? Como pode uma pessoa estar meio viva? Ou está morta, ou está viva. Meio viva significa que não está morta.

Quando amas alguém, amas dez por cento, vinte por cento, trinta por cento? Ou amas, ou não amas. Há possibilidade de dividires teu amor? Não há possibilidade.

Amor, vida, morte, tudo acontece subitamente.

Quando uma criança nasce, ou nasce ou não nasce. O mesmo se dá com a Iluminação, porque ela é o nascimento definitivo; a morte definitiva, o amor definitivo - tudo alcança seu ponto definitivo na Iluminação. E ela é súbita.

Tantra diz que não focalizes tua atenção nos atos, mas na pessoa que pratica os atos. A Ioga focaliza os atos. Tantra focaliza as pessoas, a percepção, tu.

Se és ignorante, Tantra diz que estás destinado a cometer pecados. Mesmo que tentes ser virtuoso, tua virtude será uma espécie de pecado, porque um homem ignorante, bem adormecido, não pode ser virtuoso. Como pode a virtude nascer da ignorância, da inconsciência? Impossível! Tua virtude deve ser apenas a máscara atrás da qual está a face verdadeira. A face verdadeira do pecado.

Podes falar do amor, mas não podes amar - odiarás. Podes falar de compaixão, mas a compaixão será apenas um disfarce para tua cólera, para tua ganância, para teu ciúme. Teu amor é venenoso. No mais profundo do teu amor está o verme do ódio, roendo-o continuamente. Teu amor é como uma ferida, dói. Não se parece a uma flor; não pode parecer. E os que esperam amor de tua parte são insensatos, estão pedindo o impossível. Os que te pedem moralidade são insensatos, estão pedindo o impossível. Tua moralidade está destinada a ser uma espécie de imoralidade.

Observa as pessoas morais, os chamados “santos”. Observa, olha-os, e encontrarás em seus rostos exatamente a face da hipocrisia, da decepção. Dizem uma coisa, fazem outra. Quando fazem alguma coisa e não só a escondem de ti, mas, de tal modo se tornaram hábeis no esconder, que a escondem até de si próprios.

Na ignorância, o pecado é natural.

Na Iluminação, a virtude é natural.

Um Buda não pode pecar;

tu não podes agir de outra maneira - tu podes apenas pecar.

Pecado e virtude não são decisões tuas,

não são atos teus,

são sombras do teu ser.

Se estás acordado, as sombras desaparecem; e a sombra torna-se cheia de luz. Então a sombra não prejudica ninguém, não pode prejudicar; tem o aroma do Desconhecido, do Imortal. Só pode derramar-se sobre ti como bênção, de outra maneira é impossível. Mesmo quando um Buda zanga-se contigo, é por compaixão - não pode ser de outra maneira. Tua compaixão não é verdadeira e a zanga de um Buda não pode ser verdadeira. Teu pecado, tua sombra natural, faças o que fizeres - podes enfeitá-la, podes colocar um templo sobre ela, podes escondê-la, podes embelezá-la, mas não adiantará - estará - estará, bem profundamente, no mais íntimo de teu ser. Porque a questão não é o que fazer, mas o que és.

Observa a ênfase. Se compreenderes essa mudança de ênfase - e essa mudança de ênfase é muito importante -, compreenderás Tantra.

Tantra é um grande ensinamento; não ensina sobre atos, ensina apenas sobre teu ser. Quem és? É a questão - estás adormecido, ressonando, ou acordado? Quem és - alerta, consciente, ou movendo-te em hipnose? És um sonâmbulo? Ou estás acordado, alerta, seja o que for que faças? O que fazes é feito com auto-recordação? Não. Acontece, não sabes por quê, de onde vem, de que parte do inconsciente surge uma premência; e assim que surge, tu sentes a necessidade de agir.

Esse ato, diga a sociedade o que disser sobre ele - moral ou imoral, pecado ou virtude - não preocupa Tantra. Tantra observa-te; observa o próprio centro do teu ser, de onde veio a premência. A vida não pode provir do veneno da tua ignorância, a vida não pode vir; só a morte. Da tua escuridão, só pode vir escuridão. E isso parece ser absolutamente natural. Portanto, que fazer? Deveríamos tentar modificar nossos atos? Deveríamos tentar ser mais virtuosos, mais morais, mais respeitáveis? Ou deveríamos tentar a modificação do ser?

O ser pode sofrer modificação. Não há necessidade de esperar por vidas infinitas para chegar à Iluminação. Se tens profundidade de compreensão, se dás teu esforço total, tua energia, teu ser, para entender, dentro dessa própria intensidade uma luz subitamente brilha em ti, uma chama sobe como relâmpago e, de súbito, vês todo o teu passado e teu futuro. Compreendes o que te aconteceu, compreendes o que está acontecendo, compreendes o que vai acontecer. De súbito, tudo torna-se claro. É como se alguém trouxesse luz para um lugar escuro, tornando tudo repentinamente iluminado.

Tantra quer acender tua luz interior. E diz que, com essa luz, o passado se torna simplesmente irrelevante. Ele jamais te pertenceu. Aconteceu, é natural; mas aconteceu como num sonho em que estivesses profundamente adormecido. Aconteceu - fizeste muitas coisas, boas e más -, mas em inconsciência; tu não és responsável. E, de repente, todo o passado é consumido pelo fogo, um ser novo e virgem surge - essa é a súbita Iluminação.

A Ioga atrai as pessoas porque parece muito prática. Podes entender Patanjali facilmente, porque ele se coaduna com a tua própria mente, a mente lógica, o pensamento matemático. Tilopa é difícil de compreender, pois Tilopa é raro. A compreensão de Patanjali é comum. Por isso é que a influência de Patanjali foi tão grande e é encontrada em toda a História.

Pessoas como Tilopa simplesmente desaparecem sem deixar traços na mente humana, porque não podes encontrar nessas pessoas qualquer afinidade contigo. Patanjali pode ser muito grande, mas ainda pertence à tua mesma dimensão. Tu podes ser um pequeno pensador e Patanjali pode ser um grande, muito grande pensador; mas tu pertences à mesma dimensão que ele. Se fizeres um pequeno esforço, poderás praticar Patanjali. Só um pequeno esforço é necessário; nada mais.

Mas para compreender Tilopa tens de entrar numa dimensão inteiramente desconhecida. Para compreender Tilopa, tens de mover-te através do caos. Ele destruirá todas as tuas concepções, toda a tua matemática, toda a tua lógica, toda a tua filosofia. Destruirá tua pessoa. Não se satisfará, a não ser que sejas completamente destruído e um novo ser se levante.

Com Patanjali serás modificado, tornar-te-ás cada vez melhor, e o processo é infinito: podes levar muitas vidas tornando-te melhor e melhor. Com Tilopa, num segundo alcançarás o Definitivo. O “melhor” não entra na questão, porque ele não pensa em termos de graus.

É como se estivesses de pé, no topo de uma colina: e podes tomar o caminho que desce para o vale, andando passo a passo, ou subir do vale para o topo, andando passo a passo. Com Tilopa, simplesmente saltas sobre o abismo, não dás passos; ou, seja abres as asas e começas a voar. Com Patanjali andas num carro de boi, muito lentamente, com segurança, sem recear acidentes, o carro de boi sempre sob controle. Podes descer a qualquer momento; podes parar a qualquer hora. Nada existe além de ti; permaneces o senhor. E a dimensão é horizontal: um carro de boi move-se de A a B, de C a D. Não, ele se parece a um avião, não a um carro de boi; não se move para a frente, mas para cima.

Com Tilopa transcendes o tempo.

Com Patanjali tu te moves com o tempo.

Com Tilopa a eternidade é a dimensão.

Podes não saber, mas há dez ou doze anos, um milagre aconteceu, as novas naves espaciais destruíram completamente o velho conceito de tempo: - hoje, uma nova nave espacial pode mover-se em torno da Terra e, dentro de segundos, fazer uma volta completa. Podes não ter consciência do problema teórico, mas quer dizer que uma nave espacial sai de Poona num domingo e faz a volta à Terra. Em algum lugar deve ser segunda-feira, em outro pode ser ainda sábado, de forma que a nave espacial parte no domingo, volta no sábado, salta para a segunda-feira e retorna a Poona ainda no domingo. Todo o conceito de tempo está destruído. Parece absurdo! Começas no dia dezesseis. E isso pode ser feito, em vinte quatro horas, muitas vezes, agora. Que significa isso? Significa que podes recuar no tempo, de domingo para sábado, de dezesseis para quinze. Podes adiantar-te para dezesseis, para segunda-feira e retornar na mesma data.

Com velocidade e dimensão diferentes, o tempo se torna irrelevante. O tempo importa no caso do carro de boi, faz parte do mundo do carro de boi. Tilopa é a mente vertical, a percepção vertical. Essa é a diferença entre Tantra e Ioga: Ioga é horizontal, Tantra é vertical; Ioga leva milhões de anos para alcançar, Tantra, dentro de um segundo, o faz. Tantra diz que o tempo é irrelevante, não se preocupa com o tempo. Tantra tem uma técnica, um método, que Tantra diz serem um não-método e uma não-técnica, através das quais tu inopinadamente abandonas tudo e dás o salto sobre o abismo.

Ioga é esforço, Tantra é não-esforço. Com esforço, com tua minúscula energia e teu minúsculo ego, lutas com o Todo. Levarás milhões de vidas. E mesmo assim não parece possível que chegues a tornar-te Esclarecido. É estúpido lutar com o Todo, pois és parte dele.

É como se uma onda lutasse contra o oceano,

uma folha lutasse contra a árvore,

ou tua própria mão lutasse contra teu corpo.

Com quem estás lutando?

Ioga é esforço, intenso esforço. E Ioga é uma forma de lutar contra a corrente, de mover-se contra a corrente. Portanto, a Ioga deixa de lado tudo quanto é natural, para lutar por tudo o que for antinatural. Ioga é a maneira antinatural: luta com o rio e move-se contra a corrente! Há o desafio, naturalmente, e o desafio deve ser apreciado. Mas quem aprecia o desafio? Teu ego.

É difícil encontrar um iogue que não seja egoísta: muito difícil, raro. É um milagre encontrar um iogue que não seja egoísta. É difícil porque todo o esforço e a luta criam o ego. Podes encontrar iogues humildes, mas, se olhares um pouco mais atentamente, encontrarás, na humildade, oculto, um ego muito sutil, o mais sutil dos egos. Eles dirão: somos apenas lixo sobre a terra. Mas observa seus olhos: estão se gabando de sua humildade. Estão dizendo: não há ninguém tão humilde como nós. Somos as pessoas mais humildes. E isso é o ego.

Se ages contra a natureza, reforças teu ego; é um desafio e por isso é que as pessoas gostam de desafios. Uma vida sem desafios torna-se monótona, porque o ego sente fome. O ego precisa de alimento e o desafio fornece-lhe alimento; por isso as pessoas buscam o desafio. Se não há desafios, elas os criam. Criam barreiras, para que possam lutar contra elas.

Tantra é a maneira natural; o desprendido e o natural são a meta. Não precisas lutar contra a corrente, mas apenas deixar-te ir com ela, flutuar com ela. O rio está indo para o mar; portanto, para que lutar? Move-te com o rio, torna-te um com o rio, entrega-te. Entregar-se é a palavra-chave para Tantra; querer é a palavra-chave para Ioga. Ioga é o caminho do querer. Tantra é o caminho da entrega.

Por isso Tantra é o caminho do amor: amar é entregar-se. Essa é a primeira coisa a entender, para que as palavras de Tilopa se tornem claras como o cristal. A dimensão diferente de Tantra tem de ser entendida: a dimensão vertical, a dimensão da entrega, do não lutar, ser desprendido e natural, relaxado. Como diz Chuang-Tsé: “O fácil é o certo.” Com Ioga, o difícil é o certo; com Tantra, o fácil é o certo.

Relaxa e fica à vontade; não há pressa. O próprio Todo te está recebendo espontaneamente. Não precisas levar adiante uma luta individual; não pedem que alcances a meta antes do tempo. Irás alcançá-la quando o tempo for apropriado; tu deves esperar, simplesmente. O Todo se está movendo - por que te apressas? Por que desejas alcançá-lo antes de outros?

Há uma bela história a respeito de Buda: Ele chegou às portas do céu. Havia gente esperando, naturalmente. Abriu-se a porta, deram-lhe as boas-vindas, mas ele voltou as costas para a porta, olhou para o samsara, o mundo, e viu milhões de almas no mesmo caminho, lutando, em sofrimento, angústia, debatendo-se para alcançar aquela porta do céu e entrar em beatitude. O porteiro disse: - “Entra, por favor! Estávamos à tua espera.” E Buda respondeu: - “Como posso entrar quando outros ainda não alcançaram? Não me parece ser este o tempo correto. Como entrar, quando todos não entraram? Terei de esperar. É como se tivesse tocado a porta com as minhas mãos, mas meus pés ainda não tivessem chegado até aqui. Tenho de esperar. As mãos não podem entrar sozinhas.”

Essa é uma das mais profundas visões interiores do Tantra. Tantra diz que ninguém pode, realmente, tornar-se Iluminado sozinho. Somos parte uns dos outros, membros uns dos outros, somos um todo! Uma pessoa pode tornar-se um ponto alto, uma grande onda, mas permanece ligada às pequenas ondas que a rodeiam. A onda não está sozinha, continua unida ao oceano e a todas as ondas que ali estão. Como pode uma onda tornar-se Iluminada sozinha?

Naquela bonita história, diz-se que Buda ainda está à espera. Tem de esperar; ninguém é uma ilha, nós somos um continente e estamos juntos. Eu posso ter dado um passo ligeiramente mais à frente do que tu, mas não posso ser separado. E agora sei disso, profundamente; agora isso não é mais uma história para mim. Estou esperando por ti. Agora não se trata apenas de uma parábola, agora sei que não há a Iluminação individual. Os indivíduos podem dar um passo um pouco mais á frente, e isso é tudo; permanecem juntos com o todo.

E se a pessoa Iluminada não tiver consciência de que é parte de outras, de que é uma com outras, então quem saberá? Nós nos movemos como um só ser e Tantra diz: “Portanto, não te apresses; não tentes, não empurres a outros, não tentes ser o primeiro da fila - sê desprendido e natural. Tudo se dirige para a Iluminação. Ela acontecerá. Não te enchas de angústia por isso.” Se conseguires entender isto, já estarás perto, poderás relaxar. De outra maneira, as pessoas religiosas podem se tornar muitíssimo tensas; em geral as pessoas comuns, mundanas, nunca se tornam tão tensas como as religiosas.

As pessoas comuns procuram metas mundanas. São tensas, naturalmente, mas não tanto quanto as pessoas religiosas, porque estas são tensas pelo outro mundo, por um mundo muito distante, invisível, de modo que estão sempre em dúvida, sem saber se de fato ele existe ou não. A isso acresce-se um novo sofrimento: talvez elas estejam perdendo este mundo e o outro nem exista. Ficam em permanente angústia, muito perturbadas mentalmente. Não te tornes esse tipo de religioso.

Para mim, um homem religioso é desprendido e natural. Não se preocupa com este, nem com o outro mundo. Não se aflige, absolutamente; simplesmente vive e aprecia a vida. O momento presente é o único para ele e o próximo momento será o que for. Quando o próximo momento chegar, ele o recebe apreciando-o beatificamente. Um homem religioso não se orienta para determinada meta. Estar orientado para determinada meta é ser mundano. A meta pode ser Deus, que não faz diferença.

Tantra é, realmente, belo. Tantra é a mais alta compreensão e o maior dos princípios. Se não podes compreender Tantra, então busca a Ioga. Se podes compreender Tantra, não te preocupes, então, com pequenos ensinamentos. Quando o grande veículo está a teu lado, porque te preocuparás com os pequenos barcos?

No Budismo, há duas seitas. Os nomes dessas seitas são muito significativos. Uma delas é conhecida como Hinayana, o pequeno veículo, e é o caminho da Ioga - um pequeno barco: só tu podes sentar-te nele, não podes ter ali mais ninguém, por ele ser muito pequeno. O iogue caminha sozinho. Hinayana significa barco muito pequeno. E há outra seita budista que se chama Mahayana, o grande barco, o grande veículo. Milhões de pessoas podem entrar nele; o mundo todo pode ser absorvido por ele.

Mahayana é o caminho do Tantra e Hinayana é o caminho da Ioga. Tilopa é um mahayanista, um homem que acredita no grande veículo, no grande princípio.

Os barcos pequenos são para as pessoas egoístas, que não podem tolerar ninguém a seu lado, pessoas que só podem estar sozinhas, que são os grandes censores, sempre olhando para os demais com alguma censura. “Tu... tentando chegar lá? Não podes chegar, é muito difícil; apenas poucas pessoas o conseguem.” Essas pessoas não permitirão que entres no barco. Mahayana, ao contrário, tem profundo amor por todos. Todos podem entrar. Na verdade, não existe condição alguma para isso.

As pessoas vêm a mim e perguntam: - “Tu dás sannyas para todos, para qualquer um?” Jamais sannyas foi dada dessa maneira. É a primeira vez, em toda a história do mundo, que dou sannyas sem qualquer condição. Sannyas existiu sempre para as pessoas egoístas, as que se ocupam do outro mundo, os censores, os envenenadores que dizem que tudo é errado, que todos estão errados, que a vida inteira é um pecado; pessoas que sempre têm nos olhos algo que diz “sou-mais-santo-do-que-tu” e que tu és sempre condenado, que o inferno foi feito para ti. São os grandes sannyasins; renunciaram ao mundo do pecado, da imundice e do veneno, ao passo que tu ainda estás nele. Os grandes egoístas têm sido sannyasins.

Pela primeira vez, permiti que todos entrassem; abri a porta. Na verdade, escancarei a porta completamente e, agora, ela não pode ser fechada; agora, qualquer um e todos são bem-vindos. Por quê? Porque a minha atitude é a do Tantra, e não a da Ioga. Falo também em Patanjali com aqueles que não são capazes de compreender Tantra e, a não ser por isso, a minha atitude é a do Tantra - todos são bem-vindos. Quando Deus te dá as boas-vindas, quem sou eu para negá-las? Quando o mundo inteiro te suporta, quando a Existência te tolera e, não só te tolera, mas te oferece energia e vida, quem sou eu...? Mesmo que cometas pecados, a Existência nunca diz: “Não, não te dou mais energia. Agora não te dou mais combustível. Pára! Estás fazendo tolices demais.” Não. A energia continua sendo dada, jamais existe crise de combustível. A Existência continua a suportar-te.

Isto aconteceu: um mestiço muçulmano, Junnaid, certa vez perguntou a Deus sobre um vizinho seu: “Esse homem é tão mau, está criando tanta maldade para toda a povoação que as pessoas vêm a mim e dizem: ‘Pede ao teu Deus, reza ao teu Deus para que nos livre desse homem.’ ” E Junnaid, em sua prece, ouviu uma voz que dizia: “Se eu o aceito, quem sois vós para rejeitá-lo?” Junnaid escreveu, em sua autobiografia: “Nunca mais eu Lhe pedi uma coisa assim, porque foi realmente tresloucado de minha parte fazê-lo. Se Ele deu vida àquele homem, se Ele o estava ainda ajudando a viver, não só a viver, mas a florescer, a desabrochar, então, quem sou eu...?

A Existência te dá a vida, incondicionalmente.

Eu te dou sannyas incondicionalmente.

Se a Existência espera por ti tão infinitamente

que não podes destruir sua esperança,

quem sou eu...?

Tantra é para todos. Não é para uns escolhidos. Torna-se caminho para uns poucos escolhidos porque nem todos os compreenderão, mas não é para uns poucos escolhidos - é para todos, é para todos os que estiverem prontos para dar o salto.

Agora, tenta entender:

Em Mahamudra todos os pecados são consumidos.

Não têm de ser compensados com atos bons.

Em Mahamudra todos os pecados são consumidos.

Que vem a ser Mahamudra, tão citado? Mahamudra é um estado de teu ser, em que não estás separados do Total. Mahamudra é como um profundo orgasmo sexual com o Todo.

Quando dois amantes estão em profundo orgasmo sexual, eles se fundem um no outro e, então, a mulher não é mais a mulher, o homem não é mais o homem. Tornam-se, exatamente, o círculo de yin e yang, chegando um ao outro, encontrando-se um no outro, fundindo-se, esquecendo sua própria identidade. Por isso o amor é tão belo. Esse estado é chamado mudra; esse estado de profunda cópula orgásmica é chamado mudra. E o estado final do orgasmo com o Todo é chamado Mahamudra, o grande orgasmo.

Que acontece no orgasmo, no orgasmo sexual? Tens que compreender isso, porque só isso te dará a chave para o orgasmo final. Que acontece? Quando dois amantes ali estão... e lembra-te sempre: dois amantes, não marido e mulher, porque com marido e mulher isso quase nunca acontece. Marido e mulher têm papéis fixos, não se fundem nem flutuam. “Marido” tornou-se um papel; “esposa” tornou-se um papel; eles representam: a espaçosa tem de representar como esposa, goste ou não, e o marido tem de representar como marido. Isso tornou-se uma coisa legal.

Uma vez perguntei a Mulla Nasrudin: - “Por quantos anos estiveste casado, Nasrudin?”

Ele disse: - “Vinte estranhos anos.”

Indaguei: - “Por que os chamas estranhos?”

Respondeu: - “Quando vires minha esposa, compreenderás.”

Esposas e maridos são um fenômeno social; o casamento é uma instituição, não é um relacionamento. É uma instituição, algo forçado, não por amor, mas por outras razões: economia, segurança, garantia, filhos, sociedade, cultura, religião, tudo - exceto amor.

O orgasmo quase nunca acontece entre uma esposa e um marido - a menos que sejam também amantes. Isso é possível: é possível ser esposa, ou marido, e amante. Podes amar tua esposa. Nesse caso a coisa é totalmente diferente; mas, então, já não se trata de um casamento, já não se trata de uma instituição.

No Oriente, como o casamento existe há milhares de anos, as pessoas se esqueceram completamente do que é o orgasmo. Não conheci uma só mulher hindu que saiba o que é o orgasmo. Algumas mulheres ocidentais, há apenas alguns poucos anos, uns vinte e cinco, tornaram-se conscientes de que o orgasmo é algo que vale a pena conseguir. De resto, as mulheres esqueceram-se, completamente, de que há em seus corpos alguma possibilidade de orgasmo.

Essa é uma das coisas mais infelizes que poderia ter acontecido à Humanidade. E, quando uma mulher não pode ter o orgasmo, o homem também não pode realmente, porque o orgasmo é o encontro de dois. Só dois, quando se fundem um no outro, podem tê-lo. Não se trata de um tê-lo e o outro não - isso não é possível. O afrouxamento é possível, a ejaculação é possível, o alívio é possível; mas não o orgasmo. Qual é o orgasmo?

O orgasmo é um estado em que teu corpo já não sente a matéria. Vibra como energia, eletricidade. Vibra tão profundamente, em sua própria base, que esqueces por inteiro de que ele é uma coisa material. Torna-se um fenômeno elétrico - e é um fenômeno elétrico.

Atualmente os físicos afirmam que a matéria não existe, que a matéria é só aparência. Em profundidade, o que existe é eletricidade, não matéria. No orgasmo, tu alcanças a mais profunda camada de teu corpo, onde a matéria já não existe, onde há apenas ondas de energia. Tornas-te uma energia dançarina, vibrante. Já não existem fronteiras para ti - palpitando, porém não mais substancial. E tua bem-amada também palpita.

E, aos poucos, se existe amor entre eles, entregam-se um ao outro; entregam-se àquele momento de palpitação, de vibração, àquele momento em que são energia e não têm medo - porque isso se parece à morte.

Quando o corpo perde suas fronteiras,

quando o corpo se torna como uma coisa vaporosa,

quando o corpo se evapora substancialmente

e só fica a energia, um ritmo muito sutil,

tu te sentes como se não existisse.

Só em profundo amor é possível viver isso. O amor é como a morte:

morres, no que concerne à tua imagem material,

morres, no que concerne a pensares que és um corpo;

morres como um corpo

e evoluis como energia, energia vital.

E, quando a esposa e o marido, ou os amantes, ou os parceiros, começam a vibrar, as batidas de seus corações e corpos se unificam, tornam-se harmonia - então o orgasmo acontece, então eles já não são dois. Esse é o símbolo de yin e yang: yin dirigindo-se para yang, yang dirigindo-se para yin, o homem dirigindo-se à mulher, a mulher dirigindo-se ao homem.

Agora são um círculo e vibram juntos,

pulsam juntos.

Seus corações já não estão separados,

suas batidas já não são separadas;

eles se tornaram uma melodia, uma harmonia.

Essa é a maior música possível;

todas as outras músicas se apagam comparadas a esta;

são como sombras, comparadas a esta.

Essa vibração de dois em um é o orgasmo. Quando o mesmo acontece, não com uma outra pessoa, mas com toda a Existência, então é Mahamudra, então é o maior dos orgasmos. Acontece. Eu gostaria de dizer-te como podes tentá-lo, de forma que Mahamudra se faça possível, o grande orgasmo.

Na Indonésia, existe um homem muito singular, Bapak Subuh. Sem o saber, ele desenvolveu um método conhecido como latihan. Esbarrou nele, mas latihan é um dos mais antigos métodos do Tantra. Não é um fenômeno novo; latihan é o primeiro passo em direção a Mahamudra. É o deixar que o corpo vibre, que o corpo se torne energia, não-substancial, não-material; é o deixar que o corpo se funda e dissolva as fronteiras.

Bapak Subuh é muçulmano, mas seu movimento é conhecido como Subud. Trata-se de uma palavra budista: Subud vem de três palavras: su, bu, dhaSu significa sushila, bu significa Buda, dha significa Dharma; Subud significa sushila-Buda-Dharma. O significado é: “a lei da grande virtude deriva de Buda”, a lei budista da grande virtude. A isto é que Tilopa chama o Grande Ensinamento.

Latihan é simples. É o primeiro passo. É preciso estar relaxado, desprendido e natural. Será bom que estejas a sós e que ninguém te venha perturbar. Fecha teu quarto e fica a sós. Se puderes encontrar alguém que já chegou ao latihan, sua presença poderá ser útil, sua simples presença atuará como agente catalítico, ajudar-te-á a te abrires. Assim, alguém que já esteja mais avançado pode abrir-te muito facilmente. De outra forma, também tu podes abrir-te a ti próprio, levando apenas um pouco mais de tempo, só isso. De qualquer maneira, é bom ter alguém que nos ajude a abrir-nos.

Se um abridor estiver a teu lado e começar o latihan, fica ali; a energia dele começará a pulsar contigo, começará a mover-se em torno de ti, como um aroma que te rodeasse - e, subitamente, começas a sentir a música. Tal como se ouvisses um bom cantor, ou alguém tocando um instrumento, começas a marcar o compasso com o pé, ou marcas esse compasso numa cadeira, ou começas a pulsar com ele. É assim que uma profunda energia se move dentro do abridor e todo o quarto e a qualidade do quarto são imediatamente modificados.

Tu não tens de fazer nada: tu tens, simplesmente, de estar ali, desprendido e natural, apenas esperando que algo aconteça. E, se teu corpo começar a mover-se, deixa que o faça, deves cooperar e permitir. A cooperação não deve ser demasiado direta, não deve impelir. Deve apenas permanecer como uma permissão. Teu corpo começa a mover-se, de repente, como se estivesses possesso, como se uma grande energia vinda de cima houvesse descido sobre ti; como se uma nuvem te houvesse rodeado. Agora, estás possuído por aquela nuvem e a nuvem está penetrando dentro de teu corpo, que começa a mover-se. Tuas mãos se erguem, fazes movimentos sutis, inicias uma pequena dança, suaves gestos - teu corpo está tomado.

Se sabes alguma coisa sobre escrita automática, será fácil acompanhar o que acontece emlatihan. Na escrita automática, seguras um lápis na mão, fecha os olhos, esperas e, de súbitos, sentes um arranco na mão: tua mão torna-se possessa, como se algo nela tivesse entrado. Nada precisas fazer, porque, se o fizeres, teu gesto não virá do além, será ação tua. Tu, simplesmente, deves permitir. Desprendido e natural: as palavras de Tilopa são maravilhosas e não são passíveis de qualquer melhora. Desprendido e natural esperas, com o lápis na mão, os olhos fechados. Quando sentes o arranco e a mão começa a mover-se, deves permitir; isso é tudo. Não deves resistir, porém podes resistir. A energia é muito sutil; no início não se mostra poderosa. Se a fizeres parar, ela parará facilmente, não será agressiva. Se não permitires que venha, não virá. Se duvidares, ela não virá, porque, com a dúvida, tua mão oferecerá resistência. Estando em dúvida, não permitirás; lutarás. Por isso é que a confiança é tão importante - shradha. Tu apenas confias e deixas tua mão solta. Aos poucos, a mão começa a mover-se, começa a fazer rabiscos no papel - deixa que ela faça isso. Então, alguém pergunta alguma coisa, ou tu mesmo perguntas alguma coisa. Que essa pergunta fique solta em tua mente, não com muita persistência, nada forçando. Faze a pergunta, apenas, e espera. De repente, a resposta é escrita.

Se dez pessoas tentarem, pelo menos três serão inteiramente capazes de fazer a escrita automática. Trinta por cento das pessoas não têm consciência de que podem tornar-se receptivas. E isso poderia tornar-se uma grande força em tua vida. A respeito de o que acontece, as explicações diferem - mas isso não importa. A mais profunda explicação que conheço, a que eu considero verdadeira, diz que teu mais alto centro toma conta do teu mais baixo centro; teu mais alto ponto de consciência toma conta da tua mais baixa mente inconsciente. Perguntas e teu próprio ser íntimo te responde. Ninguém está ali, além de ti, mas teu ser íntimo, que não conheces, é muito superior a ti. Teu próprio e recôndito ser é tua florescente e definitiva possibilidade.

É como se a flor tomasse conta da semente e respondesse.

A semente não sabe -

Mas é como se a flor, tua possibilidade,

tomasse posse da tua realidade e respondesse;

é como se tua possibilidade definitiva

tomasse posse daquilo que és e respondesse,

ou como se o futuro tomasse posse do passado,

ou o desconhecido tomasse posse do conhecido,

o destituído de formas tomasse posse da forma

- tudo isto é metáfora, mas sinto que compreenderás a significação - como se tua velhice tomasse posse de tua infância,

e respondesse.

O mesmo acontece com o latihan, com o corpo todo. Na escrita automática, deixas a mão solta e natural. No latihan deixas todo teu corpo solto, esperas, cooperas e, de repente, sentes um impulso: tua mão te ergue sozinha, como se alguém a levantasse com fios invisíveis - deixa que isso aconteça. A perna começa a mover-se; dás uma volta, inicias uma pequena dança, muito caótica, sem ritmo, sem gestos, mas, aos poucos, conforme a sensação se torna mais profunda, toma seu próprio ritmo. Então, já não é caótica; toma sua própria ordem, torna-se uma disciplina, mas não forçada por ti. Essa é a tua mais alta possibilidade tomando posse de teu mais baixo corpo, e movendo-o.

Latihan é o primeiro passo. E, gradualmente, sentirás como é belo fazer isso, sentirás que está acontecendo uma união entre ti e o cosmos. Mas esse é apenas o primeiro passo. O primeiro passo, em si mesmo, é muito belo, mas não é o último passo. Eu gostaria que o completasses. Durante trinta minutos, pelo menos - sessenta seria maravilhoso -, e, aos poucos, poderás ir dos trinta aos sessenta minutos, para o latihan dançante.

Em sessenta minutos teu corpo, de poro a poro, de célula a célula, fica limpo. É uma catarse; estás completamente renovado, toda a sujeira foi consumida. Por isso é que Tilopa diz: Em Mahamudra todos os pecados são consumidos. O passado é atirado ao fogo. É um novo nascimento, um renascimento. E sentes a energia derramando-se sobre ti, por dentro e por fora. E a dança não é só externa. Depressa, quando te sintonizares com ela, sentirás uma dança interior também: não só de teu corpo, que está dançando, mas também da energia interna que também está dançando, ambos cooperando um com outro. E, então, acontece a pulsação; sentes como se pulsasses com o Universo - encontraste o ritmo universal.

Trinta a sessenta minutos, esse é o tempo: começa com trinta, termina com sessenta. Até que, mais tarde, chegues ao tempo exato. E saberás: se te sentes sintonizado a quarenta minutos, então esse é o teu tempo correto. Então, tua meditação deve ir além disso; se te sentes sintonizado aos dez minutos, vinte minutos serão suficientes. Dobra o tempo; não arrisque nada, para ficares inteiramente limpo. E termina com uma prece.

Quando estiveres completamente limpo e sentindo que teu corpo está refrescado - estiveste sob um chuveiro de energia e todo o teu corpo sente-se um, não-dividido; a substancialidade do corpo perdeu-se, tu o sentes mais como uma energia, um movimento, um processo não material - estarás pronto. Ajoelha-te, então.

Ajoelhar-se é muito belo, tal como o fazem os sufis ou os muçulmanos quando oram em suas mesquitas. Ajoelha-te como eles, porque essa é a melhor postura para a oração. Então, ergue as duas mãos para o céu, com os olhos fechados, e procura sentir-te como um recipiente vazio, um bambu oco. Oco por dentro, tal como um pote de barro. Tua cabeça é a boca do pote e a energia verte sobre tua cabeça, como se estivesses sob uma cachoeira. Depois do latihansentirás isso: como uma cachoeira e não como um aguaceiro. Quando estás pronto, ela cai com mais força, intensamente, e teu corpo começa a tremer, a sacudir-se, como uma folha sob vento forte. Se alguma vez estiveste sob uma cachoeira, conheces a sensação. Essa mesma sensação irá ter contigo depois do latihan. Procura sentir-te vazio por dentro, nada dentro de ti, apenas vacuidade - e a energia preencherá esse vazio, preencherá completamente.

Deixa que a energia caia sobre ti tão profundamente quanto possível, de forma que alcance o mais afastado recanto de teu corpo, de tua mente, de tua alma. E, quando sentires que estás repleto e que todo o teu corpo estremece, curva-te, leva a cabeça ao chão e derrama energia sobre a terra. Quando sentires a energia transbordar, derrama-a sobre a terra. Toma do céu, devolve à terra, e sê, entre ambas as coisas, apenas o bambu oco.

Isso deve ser feito sete vezes. Toma do céu e derrama sobre a terra, beija a terra e derrama - esvazia-te completamente. Esvazia-te tão completamente como o fizeste para ficar repleto; esvazia-te completamente. Então, ergue de novo as mãos, enche-te outra vez e torna a derramar. Isso deve ser feito sete vezes, porque, a cada vez, a energia penetra em uma das chakras, um dos centros do corpo e, a cada vez, penetra mais profundamente em ti. Se fizeres menos de sete vezes, te sentirás inquieto depois, porque a energia ficará suspensa em algum ponto.

A energia tem de penetrar todas as sete chakras do teu corpo, de forma que te tornes completamente oco, uma passagem. A energia cai do céu para a terra, tal como a eletricidade: a eletricidade pede um fio-terra. A energia vem do céu e tomba sobre a terra; tu te tornas uma ligação entre ela e a terra, apenas um bambu oco, um recipiente passando a energia. Sete vezes - mais podes fazer, mas não menos. E será o Mahamudra completo.

Se fizeres isso diariamente, muito em breve, dentro de mais ou menos três meses, sentirás que não mais existes. Somente a energia estará pulsando no universo, não há ninguém, o ego perdeu-se completamente, aquele que atua não existe. O universo existe, e tu existes nele, onda pulsando com o oceano - isso é Mahamudra. Esse é o orgasmo final, o mais beatífico estado de consciência possível.

É como dois amantes fazendo amor, mas multiplicado por milhões - porque agora estás fazendo amor com todo o Universo. Por isso é que o Tantra é conhecido como a Ioga do Sexo, o Tantra é conhecido como o Caminho do Amor.

Em Mahamudra todos os pecados são consumidos:

em Mahamudra está a libertação

dos cárceres deste mundo.

Esse é o supremo archote do Dharma.

Os que não crêem nisso são insensatos

para sempre chafurdados em sofrimento e tristeza.

E Tilopa é perfeitamente claro. É absolutamente franco. E diz: Os que não crêem nisso são insensatos.

Por que os chama insensatos? Não os chama pecadores, não os chama irreligiosos; simplesmente os chama insensatos porque, não acreditando, perdem a maior das beatitudes que a vida lhes pode dar. São, simplesmente, insensatos! E Mahamudra não pode acontecer, a menos que confies. A menos que confies a ponto de te entregares completamente, não pode acontecer. Toda a beatitude, toda a felicidade suprema só acontecem quando te entregas. Mesmo a morte se torna bela, se te rendes a ela; o que dizer, então da vida? Se te entregares, a vida será a maior das graças, será uma bênção. Estás perdendo a dádiva definitiva, por não confiares.

 Se queres aprendes alguma coisa,

aprende a confiar - nada mais é exigido.

Se estás infeliz,

nada mais te auxiliará - aprende a confiar.

Se não encontras significado na vida

e te achas sem sentido,

nada ajudará - aprende a confiar.

A confiança traz significação, porque a confiança

torna-te capaz de permitir que o Todo desça sobre ti.

Os que não acreditam nisso são insensatos

para sempre chafurdados em sofrimento e tristeza.

Se alguém quer lutar pela libertação,

precisa confiar num Guru.

Quando a tua mente recebe a bênção dele

a emancipação está próxima.

Por que acreditar num Guru? Por que acreditar num Mestre? Porque o Desconhecido está muito distante de ti. É apenas um sonho, no máximo uma esperança, um desejo de realização.

Ouve-me: eu posso falar da beatitude, mas essa beatitude é apenas uma palavra para ti. Podes desejá-la, mas não sabes o que é, não lhe conheces o sabor. Ela está longe, muito longe de ti. Estás mergulhado no sofrimento, na angústia. Em teu sofrimento e em tua angústia, podes começar a ter esperança, expectativa, a desejar a beatitude, mas de nada adiantará. Precisas sentir-lhe realmente o sabor. Quem te possibilitará isso? Só o que provou pode ser o abridor. Pode agir como agente catalítico. Nada fará; bastará sua presença para que o Desconhecido flua para ti. Ele é como uma janela. Tuas portas estão fechadas? As portas dele não. Tuas janelas estão fechadas e tu te esqueceste de como abri-las? As janelas dele não estão fechadas. Através da sua janela podes ver o céu; através dele podes obter um relance do céu.

Um Mestre, um Guru, nada mais é do que uma janela. É preciso passar por um Mestre, é preciso provar-lhe um tantinho - então, também tu poderás abrir tuas próprias janelas. De outra forma, a coisa se manterá puramente verbal. Podes ler Tilopa, mas, a não se que encontres Tilopa, nada acontecerá contigo. Tua mente pode estar dizendo: “Talvez esse homem esteja louco, tomado por alucinações, sonhando, ou seja um filósofo, um pensador, um poeta. Como pode isso acontecer? Como é possível que se chegue à beatitude?” Só conheceste o sofrimento e os desgostos, só conheceste o veneno. Não podes acreditar num elixir. Não o conheceste; como podes acreditar nele?

Um Mestre não passa de uma personificação da beatitude total. Nele há vibração. Se nele confias, suas vibrações chegarão a ti. Um Mestre não é um professor, não te ensina. Um Mestre não está ocupado com doutrinas e princípios; um Mestre é uma presença. Se confias nele, está disponível. Um Mestre é uma disponibilidade. Através dele terás o primeiro relance do Divino. E, então, poderás seguir por ti mesmo.

Se alguém quer lutar pela libertação,

precisa confiar num Guru, num Mestre.

Quando a tua mente recebe a bênção dele

a emancipação está próxima.

Um Mestre não te pode dar a emancipação, mas pode levar-te ao limiar dela. Não te pode dar a emancipação; ela tem de ser obtida por ti, porque uma coisa, dada por alguém, pode ser tomada por outro alguém. Só o que é teu pode ser teu. Um Mestre não te pode dar isso. Pode, apenas, abençoar-te - mas sua bênção é um fenômeno vital.

Através dele, podes ver teu próprio futuro.

Através dele, podes ter consciência de teu próprio destino.

Através dele, os mais distantes picos se aproximam cada vez mais.

Através dele, começas teu caminho de subida,

Como a semente que tenta romper o solo e dirigir-se para o céu.

A bênção do Mestre irriga tua semente.

No Oriente, a bênção do Mestre é muito importante. O Ocidente tem permanecido completamente inconsciente disso. O Ocidente conhece professores, mas não Mestres. Os professores são os que te ensinam a Verdade. Um Mestre é quem te faz sentir-lhe o sabor. Um professor pode ser alguém que não conhece a si mesmo, pode ter aprendido com outros professores. Procura um Mestre; professores há muitos. Os Mestres são poucos.

E como procurarás um Mestre? Movimenta-te. Quando ouvires dizer que alguém se tornou Iluminado, vai a ele e fica à sua disposição. Não sejas um pensador; sê, antes, um amoroso, porque o Mestre é encontrado através do sentimento. Um professor pode ser encontrado através do pensamento, pela lógica e por seus argumentos. Come o Mestre, bebe o Mestre. Ouvir não ajudará, porque ele é um fenômeno vivo, a energia está nele. Se o bebes e o comer, então, e somente então, serás consciente de uma diferente qualidade do ser.

Grande receptividade é necessária; uma grande e feminina receptividade é necessária para se encontrar um Mestre. Se estás disponível e encontras um Mestre vivo, algo de repente estala. Nada tens a fazer, a não ser permanecer ali. É tal o fenômeno de energia vital que, se estás disponível, algo simplesmente estala e és apanhado. É um fenômeno de amor. Não poderás provar a ninguém que “eu encontrei um Mestre.” Não há prova. Não tentes isso, porque qualquer um pode fornecer-te a prova contrária. Tu encontraste e sabes disso. Provaste e sabes. Esse conhecimento é do coração, do sentimento.

Diz Tilopa:

Se alguém quer lutar pela libertação

precisa confiar num Guru.

Quando a tua mente recebe a bênção dele

a emancipação está próxima.

A própria palavra guru é significativa. A palavra mestre não tem o mesmo sentido. O Mestre parece ser alguém que dominou alguma coisa, passou por um longo treinamento, fez-se disciplinado, fez-se um Mestre. Um Guru é totalmente diferente.

A palavra guru significa alguém que é pesado, muito pesado; pesado de energia e do Desconhecido, pesado do Divino, pesado como uma mulher grávida.

Um Guru está grávido de Deus. Por isso é que, no Oriente, chamamos o Guru o Próprio Deus. O Ocidente não pode entender isso, porque acha que Deus significa o Criador do mundo. Aqui não nos preocupamos com o Criador. Chamamos Deus ao Guru. Por quê? Porque ele está grávido do Divino, está pesado do Divino e pronto para derramar. Só a tua sede, sede da terra, é necessária.

Ele nada dominou, realmente; não passou por treinamento algum, não se disciplinou, não há arte em que se tenha feito mestre - não. Ele tem vivido a vida em sua totalidade, não disciplinada, mas desprendida e naturalmente. Não forçou a si próprio. Tem-se movido com os ventos, permitido que a natureza tome seu próprio curso. E, através de milhões de experiências e sofrimentos, dores, beatitudes, felicidades, amadureceu, fez-se maduro.

Um Guru é um fruto maduro que só espera cair, de tão pesado.

Se estás pronto para recebê-lo, ele pode cair para ti.

Um Guru é algo totalmente Oriental. O Ocidente ainda não tomou conhecimento dele. No Ocidente é difícil entender: “Por que me curvar diante de um Guru? Por que dobrar a cabeça aos pés dele? Isso parece humilhante.” Mas se queres receber, tens de curvar-te. Ele está pesado, pode derramar; tens que te curvar, pois, de outra maneira, não receberás.

Quando um discípulo, tomado de total confiança, curva-se aos pés de seu Mestre, algo está acontecendo ali, algo que não é visível aos olhos. Uma energia está fluindo do Mestre, entrando no discípulo. Algo invisível para teus olhos está acontecendo ali. Se te tornares consciente, também poderás ver; é a aura do Mestre, seu arco-íris, derramando-se sobre o discípulo. Verás, realmente, que isso acontece.

O Mestre está pesado de energia Divina. Possui infinita energia e pode derramá-la sobre infinitos discípulos. Pode trabalhar, sozinho, com milhões de discípulos. Jamais está exausto, agora que se contactou com o Todo, que encontrou a fonte de tudo. Através dele, também tu podes dar o salto sobre o abismo. A entrega a Deus é difícil, porque não sabes onde Deus está. Ele jamais deu seu endereço a ninguém. Mas podes encontrar um Guru. Se me perguntares o que é um Guru, eu te direi que um Guru é o endereço de Deus.

Quando a tua mente recebe a benção dele,

a emancipação está próxima

Então, podes estar certo de que foste aceito. Quando puderes sentir as bênçãos do Mestre derramando-se sobre ti, trombando sobre ti como sobre flores, podes estar certo de que a emancipação está próxima.

Quando a energia é recebida, quando a bênção definitiva vem do Mestre, a emancipação está próxima e é preciso dizer adeus.

Em Zen, no Japão, quando um discípulo vai a um Mestre, leva sua esteira. Desenrola-a diante do Mestre, senta-se sobre ela, ouve o Mestre; volta, a cada dia, segue o que ele diz e deixa a esteira ali, durante anos seguidos. Então, um dia, recebe a bênção definitiva. Enrola novamente a esteira, recolhe-a, inclina-se, deixa o Mestre. Isso é simbólico. Sempre que um discípulo enrola a esteira, os outros sabem que ele recebeu a bênção. Agora, é o adeus final.

 Ai! Todas as coisas deste mundo são sem sentido,

não passam de sementes de dor.

Ensinamentos pequenos levam a ações -

só se devem seguir os Grandes Ensinamentos.

Neste mundo tudo é semente de dor, mas um raio de luz vem, lá de cima, quando uma pessoa se torna iluminada. Segue esse raio de luz e poderás encontrar a própria fonte da luz, o sol.

E lembra-te de que Tilopa disse: Não te tornes uma vítima dos pequenos ensinamentos.Muitos o são. As pessoas vêm a mim e dizem: - “Somos vegetarianos. Isso nos levará à Iluminação?” - um ensinamento muito pequeno. Perguntam: - “Não comemos à noite. Isso nos levará à Iluminação?” - um ensinamento muito pequeno. Dizem: - “Acreditamos no celibato.” - ensinamento muito pequeno. Fazem muita coisa, mas há algo em que jamais tocam: em seu ser. Controlam seu caráter, tentam agir tão sensatamente quanto possível, mas tudo não passa de mera decoração.

Disciplina que vem de fora é decoração. Ela deve vir do interior. Deve espalhar-se para a periferia, vinda do centro. Não deve ser forçada da periferia para o centro. O Grande Ensinamento é:

Tu já és o que podes ser, compreendes isso.

Tu já és a meta, compreende isso.

Neste mesmo momento, teu destino está realizado.

Que estás esperando?
Não acredites em passos graduais -

Dá o salto, sê corajoso.

Só aquele que é corajoso pode seguir o Grande Ensinamento do Tantra. Medroso, temendo morrer, apavorado por perder-te a ti mesmo, temeroso de te entregares, irás tornar-te vítima dos pequenos ensinamentos. Como podes cumprir os pequenos ensinamentos - não comer isto, não fazer mais isto - ficas sob meu controle.

O Grande Ensinamento é a rendição;

ceder teu controle e deixar que o Todo te arrebate

para onde quer que deseje levar-te.

Não nades contra a corrente.

Deixa-te ir com o rio,

torna-te o rio -

e o rio já está indo para o mar.

Esse é o Grande Ensinamento.

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