Livre de antigos traumas

Livre de antigos traumas

publicado por Carolina Lenoir

Estado de Minas

em 21/fev./2012

Transcrito por Deva Thirak

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“Medos e traumas são substituídos por amor, segurança, apoio, suporte. Os traumas existem principalmente porque a pessoa se sente sozinha”

Workshop que será realizado em BH propõe desbloqueio de experiências negativas por meio de técnicas de meditação livre de antigos traumas.

Todas as experiências pelas quais passamos na vida deixam marcas, às vezes físicas, quase sempre emocionais. Quando são negativas, é comum que elas sejam negligenciadas na correria do dia a dia e, cada vez mais enraizadas, se torna difícil superá-las. A proposta do Workshop O Caminho do Amor, que vai ser realizado pelo Centro Metamorfose de Desenvolvimento em BH de 02 a 04 de março, é proporcionar o tempo e as técnicas necessárias para desbloquear antigos traumas que criam padrões comportamentais limitantes e reforçam o sentimento de isolamento e separação.

O objetivo é que, por meio de um trabalho que incluem mais de cem técnicas de meditação, com vários estágios e duração – podem ter de 40 minutos a 3 horas - , haja uma manipulação criteriosa de estados vibracionais, que interferem nas emoções e no comportamento das pessoas, impactando diretamente os relacionamentos afetivos, sociais e profissionais.

Coordenador de Centro e criador do método usado no workshop, Deva Nishok explica que O Caminho do Amor é aberto à participação de qualquer pessoa sem exigência de experiência anterior. No momento da inscrição, os interessados preenchem uma ficha em quem contam alguns aspectos importantes da sua vida, como dificuldades e o que gostariam de superar. Com base nisso, o trabalho é organizado.

No Centro, são realizadas práticas meditativas chamadas de meditações sociais, bem diferente do senso comum espera de uma meditação. “A princípio, imagina-se que a meditação é uma prática solitária, isolada, em um ambiente preservado energeticamente e silencioso, numa atmosfera quase sagrada. As meditações sociais não são realizadas em ambientes fechados e exigem a presença de um grupo. É uma experiência transcendental.”

De acordo com Nishok, são usadas técnicas que provocam uma série de reações orgânicas que trabalham aspectos físicos, mentais e emocionais. São usados movimentos corporais que atuam em vários sentidos simultaneamente e mobilizam as memórias do corpo, já que tudo que é vivido se transforma em um registro nos músculos, principalmente se tem aspecto negativo, que provocam ansiedade, medo, insegurança. “São as experiências traumáticas que causam os registros de maior tensão muscular. A meditação ressignifica isso, a partir de uma experiência mais amorosa. Medos e traumas são substituídos por amor, segurança, apoio, suporte. Os traumas existem principalmente porque a pessoa se sente sozinha.”

As dinâmicas são realizadas de modo que a pessoa saia do grupo do grupo com novos significados para valores e paradigmas sobre as relações, não amorosas, mas também a de amizade e familiares. Segundo Nishok, todo o trabalho é feito com base no hemisfério direito do cérebro, ou seja, o lado sensorial, em contraponto ao esquerdo, o lado racional. “As práticas são colocadas de maneira que as pessoas consigam passar os conflitos do hemisfério esquerdo, programado para achar que não vai dar certo, para o direito, em que tudo é possível, mesmo que não seja na proporção da suas expectativas.”

O coordenador explica que a experiência do workshop não passa pelo conceito de compreensão. “Em primeiro lugar, tem que ser a experimentação. É mais importante que se tenha foco na resolução dos problemas e não alimentá-los tentando entendê-los. Se o nó for desatado, para que revivê-lo?” Para Nishok, as meditações sociais valorizam novas possibilidades cognitivas que vão influenciar um conjunto de nervos e músculos obstruídos, que impedem o indivíduo de ultrapassar barreiras, e habilitar organicamente o corpo para abrir os caminhos neurológicos.

Como resultado dessas práticas, a pessoa sai movida por um sentimento de superação. “Ela sabe que superou algo, mas não sabe exatamente o que, porque isso não foi racionalizado para algo específico, é mais abrangente. As pessoas à sua volta notam a diferença, mesmo que a própria pessoa não perceba mudanças no seu comportamento. É um efeito transformador, que serve para uma série de situações de impedimento, desde parar de fumar a deixar o emprego que não está lhe fazendo bem.”




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