FALTA DE LIBIDO
Quando o desejo diminui, quase sempre o corpo está se preservando
publicado por RAAJ
A falta de libido é uma das experiências mais comuns, e, ao mesmo tempo, uma das mais silenciosas.
Ela costuma vir acompanhada de culpa, confusão e uma sensação de “tem algo errado comigo”.
Muitas pessoas sentem a queda do desejo, mas poucas conseguem falar sobre isso com tranquilidade.
Porque quando o assunto é libido, quase sempre a conversa vira julgamento.
A pergunta aparece rápido, quase automática:
“O que há de errado comigo?”
E eu vou te dizer algo com muita clareza:
na maioria das vezes, nada está errado.
O que está acontecendo é que o corpo está fazendo algo muito inteligente:
ele está se preservando.
Existe uma imagem que ajuda a entender isso.
O desejo sexual não é um botão que você aperta.
Ele é um resultado.
Ele aparece quando o corpo tem três coisas disponíveis:
- energia,
- espaço interno,
- sensação de segurança.
Quando essas três condições estão presentes, o desejo surge como algo natural.
Quando elas não estão, o corpo não “falha”.
Ele economiza.
Porque desejo exige recurso.
Excitação exige estabilidade.
E prazer exige um corpo que consiga permanecer.
O que acontece é que, no mundo real, muita gente está vivendo com o sistema cheio demais.
Cheio de:
- estresse constante,
- pressão de vida,
- excesso de responsabilidade,
- cobrança interna,
- cansaço acumulado,
- ruído mental que não desliga.
E o corpo, quando percebe essa sobrecarga, faz uma escolha funcional:
ele prioriza manter o básico funcionando.
Ele foca em sobreviver, manter energia, manter equilíbrio.
Não em abrir espaço para excitação.
Por isso, a libido não some necessariamente por desinteresse.
Ela diminui quando o sistema entende que não há recursos suficientes para sustentar o desejo.
E é aqui que muita gente se confunde.
Porque, externamente, a pessoa pode até querer.
Pode até amar.
Pode até ter atração.
Mas internamente, o corpo está exausto, fechado, tenso ou desconectado.
O desejo não consegue nascer em um sistema que não tem espaço.
É por isso que tentar forçar estímulos costuma piorar.
Quando a pessoa se cobra, tenta “se animar”, tenta “ligar o desejo” ou busca excitação artificial para compensar, o corpo entende aquilo como pressão.
E pressão nunca ajuda o desejo.
Pressão faz o corpo se fechar ainda mais.
Muita gente tenta resolver baixa libido como se fosse só uma questão de “estimular mais”.
Mas, funcionalmente, o ponto não é estímulo.
É capacidade de receber estímulo.
Você pode ter o estímulo perfeito, mas se o corpo está sem energia, sem presença e sem segurança interna, ele não abre.
Por isso, o caminho funcional é outro.
Em vez de cobrar desejo, a gente reorganiza o terreno onde o desejo nasce.
Isso passa por quatro pontos centrais:
Reduzir ruído interno
O corpo precisa parar de funcionar no modo “sempre ligado”.
Quando a mente não desliga, o corpo não relaxa.
E sem relaxamento, não existe receptividade.
Reorganizar energia
Libido não é só uma ideia.
Ela é energia disponível no corpo.
Quando tudo vira gasto, trabalho, ansiedade, tensão, insônia, o corpo corta o que não é prioridade imediata.
Recuperar presença
Desejo exige presença.
Não dá para desejar de verdade quando a pessoa está ausente do próprio corpo.
Presença não é “pensar sobre sexo”.
É sentir o corpo habitado.
Devolver ao corpo sensação de habitabilidade
O desejo aparece quando o corpo é um lugar seguro para estar.
Quando o corpo volta a ser confortável, estável e organizado, a libido retorna.
E quando ela retorna, ela não volta como obrigação.
Ela volta como consequência natural.
Porque libido não se cria por esforço.
Libido emerge quando o corpo se sente seguro para desejar.
Se este tema conversa com você, saiba que essa é a especialidade do meu trabalho.
Sou Raaj, cientista somática e Personal da Sexualidade Funcional, atuando de forma individualizada na reorganização da resposta sexual humana a partir do funcionamento real do corpo, não de fórmulas prontas ou técnicas isoladas.
Atendo pessoas que lidam com disfunção erétil, ejaculação precoce, falta de libido e outros bloqueios da resposta sexual, sempre com uma abordagem funcional, científica e aplicada.
Atendimento presencial em Pouso Alegre (MG)
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