A trilha do Tantra e a réplica do que não é dual  — Attitude! Tantra

A trilha do Tantra e a réplica do que não é dual  — Attitude! Tantra

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A moda vem à tona de tempos em tempos: vez por outra alguém como a Madonna começa a praticar yoga e a massagem tântrica. Ora, a trilha do Tantra muitas vezes não é o que está na boca das pessoas. Geralmente, ela é o que está no #coração delas, por isso, sempre vale a pena considerar quais as palavras que usamos.

Elas carregam um poder de fazer junto delas, quase como uma “ação etérea”. Vivemos em #tempos mais escuros: às vezes até o tom implica um jeito diverso para seu entender, e palavras são armas utilizadas para ferir e cancelar uns aos outros.

Das atitudes internas e dos paradoxos Tântricos com a moral

Venho batido nessa tecla com relação ao Attitude! Tantra: a #atitude que se busca olhar, observar e estudar é sempre da pele para dentro. Mas não me entenda mal, esse post não está no porquê das coisas, mas sim no “como” das coisas. A ideia aqui não é incitar as pessoas a uma atitude “externa”, mas sim fazer perceber qual a atitude interna perante ao que se passa no externo.

Porque se ela se transformar de forma verdadeira, a pessoa não mais precisará se preocupar com mais que detalhes sobre o comportamento externo: já estará em #sincronia e o que restam são ajustes finos.

É como aprender uma nova lingua ou aprender a tocar música: quando você vê, sua #psique já nota novos tons de cores que antes não se conhecia. O esforço não está no ato, porque se ele gerar um esforço, a cobrança vem à galope. Ou seja, esse texto é basicamente um olhar para o que torna sua vida em si uma vida tântrica: de #conexão, felicidade e alegria.

E ao contrário do pensamento moda entre alguns, a ideia aqui não é escrever em tom de patrulha, mesmo porque o Tantra olha para o outro somente para perceber aquilo que #reverbera dentro de si. As palavras aqui podem querer dizer muita coisa diferente, e isso depende muito do “#quemsou eu” que está lendo. Note que mesmo que seja a mesma pessoa lendo algo duas vezes, já não seria a mesma pessoa.

Tantra, afinal, é paz e amor?

Mas se eu te digo para liberar sua raiva numa sessão de meditação tântrica em que ocorre a #catarse, e de repente você nota que essa raiva tem nome e endereço, isso não significa que você irá tocar a campainha e despejar a raiva na pessoa. Não!

O processo catártico serve para #autoconhecimento e para que se perceba o quanto nos reprimimos internamente, colocando a sujeira de baixo do tapete. A ideia com o vir da sessão de terapia tântrica é fazer notar a si mesmo quais são os aspectos que geram #angústia, dores e também quais os meios temos dentro de si para lidar com isso. Sem deixar de vislumbrar os #êxtases que o Tantra tem para oferecer.

Dentro do #Tantra, a catarse não é um fim, é um meio de limpeza, uma estratégia para remover obstáculos que impedem a meditação. Na hora da raiva, o aprendizado é passar por ela com tudo o que ela tem para oferecer.

E a estratégia tem a ver com ser melhor passar pela raiva em um momento e ambiente #terapêutico do que ficar fermentando esse sentir e direciona-lo a alguém, como uma bala. Já ouvi mil vezes pessoas dizendo que o Tantra é “paz e amor” e é real que esse tipo de #postura pode atrair algumas pessoas.

Antes da trilha, o despertar para algo sutil e profundo


Em um primeiro momento, é importante estudar, perceber que existem diversas linhas de tantra e ver a #opinião de pessoas que estudam o assunto. Pode ser que se encontre Tantras divergentes. Note que a maior parte das vezes a divergência está na forma de executar tal e tal técnica ou método.

Mas quando notamos que o Tantra traz para a #vida da pessoa: a percepção da energia do ser. Ou seja, ter a energia para ficar no aqui e agora, com a #busca interna de não julgar. Isso não significa não ter discernimento, muito pelo contrário: o tempo confere aquele jeito de sabedoria. E isso não significa entrar em esforço, se a pessoa estiver com os canais energéticos livres, ela não vai acessar o esforço.

A auto repressão também é uma repressão. É importante quem está no processo de #iniciação tântrica, busca o auxílio de especialistas. No entanto, é aconselhável o cuidar para não cair em ciladas: utilize sempre o auto estudo para perceber se tal #técnica te move para uma vida melhor e mais plena.

A retroalimentação dos processos de desejo e inconsciência


O Tantra de qualquer forma não entra na moral. Ou seja, pode ser que a pessoa ao praticar o Tantra sinta mais “tesão” no dia a dia, e esse #tesão pode se manifestar de forma literal em mais vontade de transar, ou que esse tesão se manifeste em vontade de criar arte, trabalhar, estudar, conhecer, viajar. Em suma, o Tantra acelera o processo de #despertar e ascender a #energia ígnea que todos tem dentro de si.

Por exemplo, são 112 os #sutras de Shiva, sendo que é possível praticar 108 deles. Não é à toa que 108 é o número do #yoga, porque existem 108 formas práticas de chegar na hiper consciência. 4 dos sutras são referentes a #chakras não físicos, o que significa que neste corpo físico, se trabalhar com as 108 técnicas, de forma automática haverá impacto nos outros chakras.

Então a forma que o discurso aparece acaba sendo importante dentro do Tantra, e as técnicas da #PNL são interessante de serem estudadas: isso porque a mente define muito do que se vivencia. Se alguém diz “vou tentar” isso, o significado para a mente não é o mesmo de alguém dizer “vou fazer” isso. Existe uma retro alimentação, na forma como a pessoa se expressa impacta naquilo que se percebe como #real.

No caso, as “inter”-pretações são #subjetivas e a gente quase nem sempre percebe quando se infringe sobre si algumas auto comiserações e angústias desnecessárias. Quanto tempo passa sem que percebamos os reais #problemas.

O objetivo final do Tantra em trilha de auto desenvolvimento


O Tantra te ajuda a desvendar as grandes perguntas existenciais de forma leve e descontraída: sempre o sentir, que é o objetivo final. E se a pessoa pegar o caminho de auto comiseração, o dispositivo sensorial de forma automática impedirá que a trilha continue.

Já ouvi dizer também que o Tantra é elitista, mas quando eu olho para os sutras de Shiva que levam a uma trilha, eu percebo que de todos os sistemas, o menos elitista é o Tantra: tanto que noto pessoas Tântricas em todas as classes sociais. Quando você lê os Sutras de #Shiva, você percebe que os Sutras tratam de coisas do dia a dia.

Basta ir executando aquilo que está lá. As #regras: sem o dual, com o sensorial, e buscando a forma mais #desapegada e natural possível. Em um primeiro momento, pode parecer difícil, mas elas estão acessíveis a qualquer pessoa.

O Tantra Original: por que não julgar é importante?


Em suma, os Sutras nos remetem a coisas do dia a dia, que podem ser feitos sem grandes questões. Se você for para religiões e filosofias, ocidentais e orientais, notará elementos do Tantra #Original de Shiva. É possível encontrar elementos do Tantra nas palavras de Jesus: “não julgues e não será julgado”. Isso também é o tantra: não julgar.

Ora, afinal de contas, se isso é a trilha do Tantra, porque os seres humanos ainda estão camelando tanto com questões tão básicas e primais? Os fantasmas e espíritos da moral permanecem, e está tudo bem também, porque o ser humano ainda precisa passar por processos muito próprios até #abandonar a dualidade.

Gostaria de fazer a obs que alguém pode confundir isso com #gênero: a dualidade que o Tantra trata não é se trata de gênero, nem sexualidade: o Tantra pressupõe que a pessoa pratique uma ou outra técnica, em trilha ou não. Assim, de forma natural vai notar que ambos os gêneros estão #presentes dentro de si. Lembre-se sempre que o #objetivo último do Tantra é o de se chegar no estado de desapego e de naturalidade.

A ênfase está no #natural, porque mesmo alguém que diz e fala que está em pleno desapego, as palavras já denotam: existe apego no desapego.

Então, cuidado com os jogos da mente, eles normalmente são #paradoxos. Busque equilíbrio. Para cada “não” que alguém diz, existe um sutra de Shiva que afirma o sim.

A trilha do Tantra na sexualidade: confrontos com a moral


A moral humana (mesmo de quem está no Tantra) atual pode remeter às palavras: Tantra não é #transar. Mas aí você nota o sutra 48º de Shiva: “ao entrar em um ato sexual, permaneça no fogo do princípio, evite os respingos do final”.

Se alguém for praticar esse sutra, a pessoa vai viver o Tantra do Sexo e vivenciar um monte de mudança interior com o próprio sexo; nenhum problema! Agora, existem outros sutras, a respeito da carícia, a respeito de respirar, a respeito de sons (mantras).

Então a frase “Tantra não é Transar” é correta e errada ao mesmo tempo, porque a hiper consciência pode chegar através do sexo sim, mas pode chegar de outra forma também!

Do movimento do Tantra atual, não é a toa que muitos ficam nas questões sexuais: a sociedade reprime tanto o sexo, ele passa tanto por repressões e por debaixo do pano, que muitas pessoas pensam somente nisso.

Como esse processo começou?


A prática no #ashram do Osho em Poona ganhou notoriedade porque em resumo, ele colocava as pessoas para meditar, e notava que muitos não conseguiam: estavam ocupados demais flertando entre si.

Nisso, colocou as pessoas que estavam nessa lascívia para vivenciar sua sexualidade de forma plena antes de partir para o mais sutil. Pudera! A palavra se espalhou e muitas pessoas acabaram por buscar respostas na #sexualidade. Sim! O sexo tem as respostas: não à toa que os 1ºs estados de #samadhi (hiper consciência) foram atingidos em coitos sexuais. E o Sutra sexual é tão simples: simplesmente permaneça no #fogo do princípio.

Você notará que vai querer continuar no ato, que sua #jovial idade vem à tona, que se torna novamente um #adolescente. Muitos aspectos ocorrem com essa prática. Mas Tantra é sexo? Sim e não! Em todos os sutras, o ponto chave é a energia a ser ativada: a energia da #kundaliní. Sem kundaliní não existe meditação, nem samadhi.

Nutrição, Tantra e Ayurveda


Aspectos menos polêmicos, mas que tratam de Tantra, e que geralmente não são vistos como Tantra estão na questão da alimentação: a trilha se encontra em seja natural. Quantas #doenças surgem por conta da falta de consciência alimentar. O simples ato de mastigar o alimento se tornou uma dificuldade para muitos.

É justamente o ato de mastigar que está relacionado ao #paladar. Se a pessoa nem sequer sente o gosto e o cheiro do alimento, ela pode iniciar seu processo daí, do ato de alimentar.

Mas são tantos os profissionais de nutrição, profissionais da medicina indiana que lidam com #ayurveda (a ciência da vida), que o Tantra da alimentação ganhou uma complexidade e perdeu a naturalidade. E essa naturalidade envolve o sentir.

O ato é tão #primordial e elementar. Os alimentos que nos servem as indústrias, muitas vezes estão revestidos de marketing mas não vale a pena perder tempo: o melhor é você começar a sua horta naturalmente. A vida é cheia de pequenos #passos, então, dê seu primeiro passo. Se não for possível cultivar uma pequena horta, comece comprando do orgânico. Enfim, o ideal é iniciar o processo o quanto antes: seja no mastigar, seja no cultivar, seja no comprar.

Autocomiseração


A questão é que a autocomiseração que as pessoas colocam a si mesmas é muito grande, então em nome de uma abundância financeira, muitos abarcam #sofrimentos sem perceber. Por exemplo: o corpo sofre em #silêncio quando a pessoa passa 8 horas por dia sentada diante de um computador. O corpo não foi feito para ficar sentado o tempo todo, e uma hora ou outra a conta chega, com doenças.

Muitos, mesmo doentes, não despertam para o algo mais básico: a sensorialidade. Com a sensibilidade desenvolvida, o corpo passa a não aceitar mais determinados #comportamentos. Na questão do nutrir ao seu corpo, tão sofrido, isso fica nítido: se sentir o cheiro do embutido ultra processado e se permitir mastigar muitas vezes aquele “alimento” a pessoa, de forma natural e sem esforço, vai começar a #rejeitar aquilo.

Quando nos deparamos com o que as pessoas almejam, tudo o que não faz sentido para o Tantra, cujo sentido é sentir, o que pode parecer um paradoxo, mas seguir a trilha é viver melhor. A vida por si só é um presente e o Aqui e Agora é aquilo que existe. Questões do sobreviver são consequências menores de se estar no Tantra e viver a #abundância.

Desatando os nós que nós mesmos nos auto impusemos


O Tantra trata de consciência, e nossas #escolhas ocorrem de acordo com os níveis das substâncias que existem dentro de nós. Então, para se ter as melhores escolhas para aquele momento presente que ainda não chegou, comece pela alimentação, comece com #atenção ao seu corpo, comece com um alongamento composto com respiração profunda e consciente.

“Ah, mas se a pessoa tem dinheiro, é melhor ir sofrer em #Paris”; o ponto é que para a trilha do Tantra não há sentido algum em sofrer, então entre ter dinheiro e não sofrer, a resposta está em não sofrer. Essa abundância não se refere somente ao financeiro, ela é uma abundância que abarca mais planos de #existência. Tantas pessoas financeiramente abundantes mas ao mesmo tempo tão escassas em aspectos emocionais ou de qualidade de vida.

Acolher emoções


A quem passou e completou o processo de se ser e de se estar, não vai mais haver a necessidade de “ter que” ser isso ou aquilo. O ato de #acolher as emoções é algo diferente de submetê-las ao seu controle. As convicções e paixões deixam de estar no centro das atenções. A vida opera por si mesma e a necessidade do #presente se torna imediata. Existem pessoas tântricas que não sabem que são tântricas.

Esses começos não têm custo algum, e à medida que você for desenvolvendo aquilo, colherá os frutos no próprio #processo. Quem te falou que você não pode? O Tantra diz que você pode! O aqui e agora é o seu início e o seu fim.

E também aqueles que se dizem tântricos mas estão apegados à #moral, mesmo que de forma sutil. Os processos que se fazem sentir, são parte de um todo; mas não adianta entrar em qualquer arte de “lutar”. Se a pessoa entra na luta, ela ainda está distante do processo de #redenção que é próprio do Tantra. E tudo bem também, cada qual terá seu próprio processo interior.

Comunicação como uma trilha do Tantra sutil


Mas quando se desenvolve dentro do Tantra, a pessoa percebe a #raiz da ofensa: a comunicação atualmente tem muitos potenciais para ofensas gratuitas em uma trilha sem fim. Choques de geração, alguém fala um “A” e já se gera uma grande comoção. Dizer “A” ou dizer “B” ainda tem um peso menor do que fazer “C”. Mas como a #dimensão da vida das pessoas está no mental, o que se fala ganhou um grande peso.

E por isso a forma como se fala qualquer coisa pode ser muitas vezes mais #relevante do que o que se faz. Mesmo que o que seja feito seja condenável, os dizeres se tornaram condenáveis.

Mas o Tantra não condena. O Sutra de Shiva diz: #seja o mesmo não mesmo tanto a um amigo como a um desconhecido. Isso é algo profundamente pessoal: como você é com alguém que você conhece? E como você é com alguém que nunca viu na sua vida?

O “como” é mais importante do que o “que”


Existe uma certa necessidade de compreender a si mesmo dentro do Tantra, a para tanto existe uma #atitude interna para com seus aspectos de vida mais íntimos: o Tantra é uma experiência que acontece através de um método, um “como”.

Não importa onde você vai chegar, mas sim o “como” chegar lá é que fará a diferença mais brutal e mais sutil. Por isso há uma certa necessidade para os que falam demais, #aprender a ouvir, e para os que ouvem demais, aprender a falar.

Da mesma forma, o processo do Tantra se dá em termos de relações sociais: a quem vê-se por ora com o coração em opressão, cabe sair do jugo de si mesmo, também. A ideia é sair da #patrulha, além dela, me refiro com atenção à auto patrulha.

A trilha do Tantra: o mundo que dá voltas


Porque o Tantra te tira o conceito de bem e mal. A ideia é aquilo que favorece a sua vida, em plenitude. Se isso é bom ou se isso é mau, são outros 500s.

Porém, ainda que a forma como esse estado chega, possa parecer sutil. Ela é bem real, porque as técnicas do Tantra giram em torno de tudo o que é #real. Mesmo que você seja um crítico de si mesmo.

O Tantra te ajuda a se libertar das próprias críticas, ele objetiva a mente e torna sutil e doce o sentir do coração. A busca é pelo seu sentir. Como diz o Sutra: ‘mudança que consome a mudança’; você não combate a raiva com a temperança.

Diferença entre o Yoga de Pantanjali e o Tantra de Shiva


E aqui temos uma divergência entre a trilha do Tantra de Shiva com o Yoga de Patanjali. O Patanjali diz que você combate pensamentos na medida em que cultiva os seus opostos. No Tantra de Shiva não é assim: só a raiva pode consumir a raiva, e só a tristeza pode consumir a tristeza, assim por diante.

Quando você busca um pensar oposto aquele sentimento que quer “ combater “ você pode criar a ilusão de que está lidando com ele. Isso é a repressão, ou melhor dizendo, a auto repressão que ocorre de forma bem refinada.

Não se trata aqui de ser #niilista, de negar aquilo que ocorre dentro de você. A verdade é que você veio ter uma experiência nesse existir finito. Se isso, então não aquilo, e portanto, basta parar de se esquivar de viver: use a fagulha para incendiar a sua emoção.

A terapia tântrica e o Tantra do Leste e o do Oeste


Em terapia tântrica é isso que passa: por que geralmente quem passou pela transformação do Tantra sabe que os #opostos são em vero, jogos da mente. Da nossa #literatura, a gente encontra Tantra em muitos exemplos.

Assim, às vezes é mais fácil se desenvolver dentro do Tantra sem grandes pré-tensões; como cultivar o hábito de ler livros com narrativas complexas, ou cultivar o hábito de desenvolver a habilidade em artes.

São muitas opressões a que as pessoas estão acostumadas, mas o respirar do espírito ainda se encontra no leste. O Oeste ainda é materialista. E tudo bem também, em algum ponto, a matéria encontra o espírito. A questão é que dialética do bem e do mal que torna tudo mais difícil: a mente se torna um labirinto de dualidades e é fácil se perder.

Dito isso, também não vale a pena entrar em jogos selvagens, o selvagem acaba sendo uma força, mas não dá para alcançar. O selvagem não existe há mais do que a memória cênica pode se fazer notar. Não existe tática da selvageria, e essa seria somente uma outra forma de se perder.

Além disso, não adianta tentar escapar para o alto da #montanha: as máscaras estão caindo, pouco a pouco, de todos aqueles que se cultuam como iluminados ou iluminadores.

A trilha do Tantra no mundo das artes


O fazer fica diante do pensar: assim, fugir daquilo que se sente, somente posterga o mal maior da dualidade; ela mesma continua a se #alimentar. Não é suficiente abdicar do esforço, ser a água e fluir junto com a gravidade do que é denso.

A forma é que realmente importa, e quanto a isso, o quanto antes as pessoas entenderem que a forma com que elas já fazem é uma forma única e #natural e que é a partir dela que se deve seguir adiante no caminho de desenvolver-se a si.

Ou seja, se tornar #poeta e se tornar siso ao mesmo tempo. Integrar seus opostos de forma a unir sua consciência e acolher a matéria tão rica e abundante. O que se perde com o bem e mal é o que se ganha em termos de poder: a narrativa usa o bem e o mal para conferir o #poder, seja a quem conta, seja a quem se pretende ‘vítima’.

A sacada do percorrer a trilha do Tantra e os jogos duais


E aí que mora a “sacada” do Tantra na trilha libertação: parar de perder tempo com os tais #jogos duais, porque não vale a pena. Se um profissional de Tantra abraça o dual, significa que não deixou de lado sua ansia de poder, e o caminho rumo à libertação ainda não foi abraçado.

E tudo bem também, porque os jogos da matéria divertem por um #tempo (às vezes mais de uma vida). O caminho do Tantra está em encontrar o poder na redenção e do #fluxo daquilo que é o mais fácil. Sem orgulho de quaisquer #lutas.

A matéria te mostra o que é restrito, então aprender a lidar com o restrito é algo em que se deve mergulhar, para então acessar a dimensão do que é abundante. Isso porque é a partir do #chão que alguém se apoia para se levantar e se alçar às alturas.

O culto ao “resolva sua vida” em 1 segundo, internet e a trilha do Tantra


E a internet que está cheia de slogans de “resolva sua vida agora”. Faz bem quem simplesmente abstrai tanta info: a mente fica #confusa e gera um monte de efeito colateral. Não é tão fácil se destilar com esse processo do digital. E tudo bem também se você se perder: quer frase mais tântrica que essa de #Nietszche em Assim Falava Zarathustra: “é preciso se perder para se encontrar; como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?

O que é mais importante no caso está em perceber a si, fazer um auto estudo. E pode parecer simples, mas essa tarefa não é tão fácil. O início do #pecado se esconde na ignorância: é mais fácil o querer sem querer. De qualquer forma, o problema não está no que é dual em si: são tantas as #histórias de bem e mal que nos fazem cair da cadeira. O problema é carregar essa realidade da narrativa dual para a vida.

E a partir dela, #sofrer com a vida que é muito mais complexa e se traduz em termos de energia de vida. A progressão está naquilo que você entende que é o problema, que começa com a pergunta, não com a resposta. Assim, somente ato o fato da busca ter um começo, meio e um fim, para que você possa fazer-lo desterrar. Os grandes #problemas. Mas afinal de contas, quais são esses grandes problemas?

Os processos de dicotomizar a realidade e verificar a realização


As análises das situações tendem a dicotomizar os processos, porque assim é mais fácil de lidar com o #script. A questão é que o entendimento da vida não dual entra em uma dimensão de amor e aceitação que o dual não entra, porque se alimenta da luta, do mocinho e do bandido.

Sempre saem na #mídia questões como os abusos, sejam morais, sejam sexuais, sejam de poder. E dentro do logo da luta, do estar dual, com certo e errado, o ring já está montado, com pipoca e tudo o mais.

Agora, se #deus é o absoluto, então, o demônio não poderia ser senão uma parte de deus, e o livre arbítrio em real se trata de uma ilusão: não existe, ou seja, a sucessão de fatos que se transforma pouco a pouco em futuro, já ocorreu.

Sistemas duais, sua abstração e a expansão de consciência


Então, os sistemas são mais importantes porque eles colocam a programação para funcionar de acordo com o que é o seu próprio #desenho. A aceitação chega no ponto do não-esforço: aquilo que se faz de forma natural. A vitória e a derrota não são parte daquilo que se chama de vida, porque entrar no #abismo escuro pode ser parte de um processo cabal; transformar-se a si mesmo ocorre quando você se quer nota que está no processo.

Por isso, a #forma é mais importante que o objeto. Impressão é o que se faz em folha de papel, impressionada é a pessoa que deixou-se partir para observar o que ficou em seu lugar de ascensão. Então as suas palavras e as suas ações importam. A dimensão em que elas atuam é que faz a #diferença.

Publicado originalmente em https://attitudetantra.com em 6 de Maio de 2021

Deva Bebaak (Breno)
A primeira massagem tântrica que eu recebi me fez sentir integrado ao mundo por vários dias consecutivos: uma sensação incrível de união (yoga) com a humanidade e de sincronicidade da existência. A partir de então decidi seguir na trilha da Capacitação Terapêutica para poder levar [...]

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