O Que a OMS Diz Sobre Práticas Integrativas?
Entenda o posicionamento da Organização Mundial da Saúde sobre terapias integrativas e complementares
publicado por Gabriela
As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) têm sido cada vez mais procuradas por pessoas que buscam um cuidado mais humano, preventivo e integral. Mas o que muita gente não sabe é que essas práticas são reconhecidas e incentivadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há décadas.
Neste artigo, você vai entender o que a OMS diz oficialmente sobre as práticas integrativas, quais são seus limites, benefícios e por que elas fazem parte das estratégias globais de saúde.
O reconhecimento das Práticas Integrativas pela OMS
A OMS reconhece que uma grande parcela da população mundial utiliza práticas integrativas como forma principal ou complementar de cuidado à saúde. Em muitos países, esses saberes fazem parte da cultura tradicional e do cuidado cotidiano.
Segundo a OMS, as práticas integrativas:
- Contribuem para a promoção da saúde e do bem-estar;
- Atuam na prevenção de doenças;
- Podem complementar tratamentos convencionais;
- Valorizam saberes tradicionais e culturais;
- Incentivam o autocuidado e a autonomia das pessoas.
Esse reconhecimento não é recente e faz parte de estratégias globais de saúde.
O que a OMS entende por Práticas Integrativas?
A OMS utiliza termos como Medicina Tradicional, Medicina Complementar e Medicina Integrativa para definir sistemas e práticas que:
- Utilizam abordagens naturais, corporais, energéticas e mente-corpo;
- Consideram o ser humano de forma integral (corpo, mente, emoções e contexto social);
- Podem ser aplicadas de forma complementar à medicina convencional;
- Têm origem em saberes tradicionais ou em práticas não convencionais.
Entre essas práticas estão:
- Acupuntura;
- Fitoterapia;
- Medicina tradicional chinesa;
- Ayurveda;
- Terapias manuais e corporais;
- Práticas energéticas e somáticas.
Estratégia Global da OMS para Medicina Tradicional e Integrativa
A OMS desenvolveu estratégias globais para orientar os países sobre como integrar essas práticas aos sistemas de saúde de forma segura e responsável.
Os principais objetivos dessas estratégias são:
1. Fortalecer políticas públicas de saúde
A OMS incentiva os países a criarem políticas nacionais que organizem, regulamentem e ampliem o acesso às práticas integrativas.
2. Garantir segurança, qualidade e ética
A organização reforça a importância de:
- Formação adequada dos profissionais;
- Regulamentação das práticas;
- Protocolos de segurança;
- Atuação ética e responsável.
3. Incentivar pesquisas científicas
A OMS estimula pesquisas que avaliem:
- Benefícios;
- Limitações;
- Riscos;
- Efetividade das práticas integrativas.
4. Promover integração com a medicina convencional
As práticas integrativas devem complementar, e não substituir, tratamentos médicos essenciais.
A visão da OMS sobre saúde integral
Um dos pilares do posicionamento da OMS é a definição ampliada de saúde. Para a organização, saúde é:
“Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.”
As práticas integrativas contribuem diretamente para essa visão ao atuarem em:
- Redução do estresse;
- Qualidade de vida;
- Promoção do equilíbrio emocional;
- Prevenção de adoecimentos;
- Fortalecimento do autocuidado.
Práticas Integrativas nos sistemas públicos de saúde
A OMS incentiva a inclusão das práticas integrativas nos sistemas públicos de saúde, desde que haja organização, critérios técnicos e segurança.
No Brasil, isso se reflete na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), alinhada às recomendações da OMS, ampliando o acesso da população a essas terapias no SUS.
Limites e responsabilidades segundo a OMS
A OMS também é clara sobre os limites das práticas integrativas. Segundo a organização:
- Elas não substituem tratamentos médicos convencionais;
- Não devem ser usadas como única abordagem em doenças graves;
- Profissionais devem atuar dentro de sua formação;
- Promessas de cura milagrosa são antiéticas;
- O consentimento informado é indispensável.
Ou seja, reconhecimento não significa uso indiscriminado.
Por que este posicionamento da OMS é importante?
O reconhecimento da OMS:
- Dá legitimidade às práticas integrativas;
- Incentiva regulamentação e ética;
- Protege usuários e profissionais;
- Combate práticas irresponsáveis;
- Promove um cuidado mais humano e integral.
Esse posicionamento ajuda o público a diferenciar práticas sérias de abordagens sem critério ou base ética.
Como escolher práticas integrativas alinhadas à OMS?
Para estar alinhado às recomendações da OMS, é importante que o usuário:
- Busque profissionais qualificados;
- Receba informações claras;
- Entenda os limites da prática;
- Nunca abandone tratamentos médicos sem orientação;
- Exija respeito, ética e consentimento.
A Organização Mundial da Saúde reconhece as práticas integrativas como aliadas importantes da saúde, especialmente na promoção do bem-estar, prevenção de doenças e fortalecimento do autocuidado.
No entanto, a OMS reforça que essas práticas devem ser:
- Seguras;
- Éticas;
- Regulamentadas;
- Integradas à medicina convencional;
- Oferecidas por profissionais qualificados.
Quando aplicadas com responsabilidade, as práticas integrativas ampliam o olhar sobre a saúde e contribuem para um cuidado mais consciente, humano e transformador.













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