Por que devemos repensar a nossa sexualidade

Como lidamos com o nosso sexo afeta diretamente a nossa saúde física e emocional. Já parou pra pensar nisso?

Por que devemos repensar a nossa sexualidade

publicado por Sangito Deva

tags: tantra, sexualidade

Estamos vivendo entre jovens viciados em pornografia, mães solteiras aos 14 anos, casais que não conseguem manter uma relação por muito tempo, homens e mulheres com todas as disfunções sexuais que se pode imaginar: dispareunia, anorgasmia, disfunção erétil, ejaculação precoce. Vivemos na era da informação e, ainda assim, as pessoas continuam cegamente ignorantes a respeito de sexo, de sua sexualidade, de todo o potencial terapêutico que a energia sexual tem.

Wilhelm Reich - psicanalista sucessor e desertor de Freud - em seu livro “A Função do Orgasmo”,da década de 1940, já sinalizava que muitas das neuroses humanas eram oriundas da repressão da sexualidade e da desconexão do ser humano com o seu corpo, principalmente com o seu sexo. Educação repressora, desinformação, criação e distorção de todo um moral em torno da sexualidade eram apontados por ele como fatores - ou recursos, se utilizados com foco no resultado por um governo, por exemplo - geradores de várias problemáticas sociais. A ausência do prazer ou a falta de sua percepção, pouco a pouco, seguia levando o ser humano à loucura.

E o angustiante é que, de lá pra cá, muito pouco ou nada tem sido feito para mudar esse quadro.Continuamos não ensinando nossos adolescentes o que acontece com seus corpos; toda a educação sexual realizada é composta exclusivamente de um discurso quase fundamentalista de todas as doenças, males, pragas e perebas que uma pessoa pode contrair se fizer sexo sem camisinha. Ponto. Impressionante como ainda não aprendemos que, ao dizer para um jovem que algo é perigoso, apenas aumentamos o sabor da coisa.

O mercado das pseudo-soluções

O orgasmo que experimentamos é fraco e ínfimo. Não descobrimos ainda como utilizar todas as terminações nervosas, todos os sentidos do corpo para canalizar a energia para o orgasmo.Quando isso acontece, os efeitos são terapêuticos e quase transformadores; um orgasmo intensificado é o melhor regulador hormonal que existe. Hormônios são humores, estados de espírito. Procure a bula do antidepressivo que alguém na sua família toma e você vai encontrar algum hormônio por lá. Oxitocina, serotonina, endorfina, todos esses são produzidos em larga escala quando desenvolvemos a nossa capacidade de acumular energia orgástica. Mas quando você ouviu alguém falar nisso?

Nunca, pois isso não dá lucro para a indústria farmacêutica. É muito mais interessante que as pessoas tomem remédios por toda suas vidas. Pelo mesmo motivo que existem pouquíssimas pesquisas científicas sobre o assunto. Masters e Johnson, pesquisadores americanos da década de 60 ainda são as maiores referências da literatura técnica sobre o assunto. 55 anos e praticamente nenhum avanço. A hipocrisia e a manipulação é tanta que a maior descoberta científica sobre a nossa sexualidade dos últimos anos foi a criação do Viagra. Alguém falou em indústria farmacêutica?

O Tantra

E na contramão de todos esses absurdos, existe uma filosofia comportamental que busca trazer uma melhor compreensão da nossa energia sexual, sua abrangência e potencialidade. É o Tantra.Muito mais do que um postulado sobre sexo, o Tantra é uma reeducação corporal, uma descoberta dos sentidos de maneira a trazer mais autonomia para o ser humano. O Tantra ensina que a energia sexual é uma fonte criadora de vida - ele coloca morte e sexo nas duas pontas da mesma linha do tempo.

Será que a humanidade não precisa de uma forcinha já desde a sua origem? Será que a relação sexual que concebe uma vida não tem a menor influência na formação dessa nova pessoa que vem ao mundo? Uma rapidinha no banco de trás de um carro com uma pessoa que mal se lembra o nome dado o grau etílico do sangue e uma relação sexual que dura horas entre duas pessoas que se amam e têm intimidade estão em pé de igualdade quando o assunto é desenvolver uma vida?

Os ensinamentos tântricos falam do corpo, da mente e da sexualidade da maneira mais simples e natural possível. Não há tabus, não há repressão, não há verdades absolutas, apenas a experiência. Mas não se confunda; não há libertinagem. O Tantra valoriza a intimidade, a sintonia e o amor, não a sacanagem. Sem falsos moralismos aqui - Nada contra uma boa sacanagem - mas se a proposta é mudarmos a nossa realidade frente à sexualidade humana, mais do mesmo não vai ajudar em nada. A libertação sexual da contracultura dos anos 60 e 70 não adiantou nada, justamente por não ter um propósito, uma sustentação. As pessoas se viram livres para transar à vontade, mas como os orgasmos continuavam insatisfatórios, minutos depois após a relação todos se encontravam facilmente presos à compulsão sexual.

Hoje em dia existem profissionais qualificados que utilizam técnicas tântricas - corporais, de meditação, de respiração, entre outras - sistematizadas em um método terapêutico. São os chamados terapeutas tântricos. Aqui na Rede Metamorfose esse é o principal foco terapêutico. Conversar com um desses profissionais pode te ajudar muito a mudar alguns paradigmas em relação à sua sexualidade. O tratamento por terapia tântrica tem se mostrado muito eficaz não apenas no tratamento de disfunções sexuais mas também em casos de depressão, crises de estresse e outras patologias. Sem remédios, sem contraindicações e sem respaldo científico. Alguém falou em indústria farmacêutica?

Os ensinamentos tântricos falam do corpo, da mente e da sexualidade da maneira mais simples e natural possível. Não há tabus, não há repressão, não há verdades absolutas, apenas a experiência

– Sangito Deva

Sangito Deva
Encontrei no Tantra um caminho de cura muito profundo; desde as minhas primeiras práticas em 2004 percebi que o Tantra tinha um potencial de aliviar muitas das minhas neuroses e compulsões ligadas à sexualidade. Desde então não parei de mergulhar. Em 2013 comecei as práticas [...]

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