Sobre ejaculação feminina e entrega!

Deixa as águas rolar...

Sobre ejaculação feminina e entrega!

publicado por Sasha Cali

tags: Ejaculação Feminina

Considerada sagrada em diversas manifestações humanas sobre representação de fé e do sagrado, a água que é um dos quatro elementos que compõe nossa realidade nesse plano físico, geralmente é representada e apresentada em diferentes ritos e cerimônias em receptáculos sagrados como taças, pias ou simplesmente em manifestações de maior abundância em campos abertos como os rios, cachoeiras e mares.

Na astrologia a água aborda as questões de implicação emocional. Aqui as coisas ganham valorização à medida que são estimuladas através do campo emocional, a sensibilidade, o subconsciente, por consequência também implica denominações ao próprio campo mental, constituindo o corpo anímico, como penso e sinto minha realidade interna e meu ambiente.

É um elemento que por natureza traz consigo uma incrível capacidade de mutação e poder de interação pois, em com contato com a Terra ela é absorvida, no Fogo ela evapora e se mescla ao Ar onde desaparece e que por qualidade pode concentrar-se e despejar-se em fluido novamente sobre a Terra. Sua simbologia é um triangulo que aponta para baixo, como uma taça, representando sua natureza em profundidade e de qualidade Yin (feminino por natureza), submergindo-se, transparente e fluída, flexível em si.

Elemento primordial da vida desde os primórdios do planeta até o líquido amniótico onde surge o ser seguindo seu fluxo através do nascimento trazendo ao longo da vida o renascimento em suas etapas de regeneração e evolução de si. Em Genesis 1:3, Deus disse “Haja Luz” e deu-se luz através da primeira substancia etérea dando vasão da vida, a Água.

O homem dotado de todo seu poder, nada pode contra esse elemento que possui pulsão e poder próprio. Não se luta contra um rio, não se absorve uma cachoeira e não se subestima o poder das marés e das ondas, referenciando as forças externas sobre esse elemento, porém a consistência é distinta quando nos referimos a essa força Elemental no nosso íntimo.

Esse elemento no íntimo transborda o sentido do “eu sou” e a vibração em cada célula, a composição corpórea e a capacidade de em consciência divina e vontade trazer a pulsão e a capacidade de moldar-se em realidade de maneira delibera e consciente de: “tudo o que sou” e sinto em contraponto com minhas próprias interações e experiências.

Quando estudamos a anatomia oculta de nosso corpo físico, é fácil perceber que este sistema fluídico está diretamente ligado ás energias sexuais, situado no segundo chackra, localizada na primeira matriz de força e representada pelo caldeirão, de base energética feminina, onde temos nosso ventre e na altura dos intestinos, nosso centro emocional constituído de sua própria rede neural. E mesmo representado aqui por um corpo masculino, essa anatomia oculta também se estabelece em sentido de funcionalidade, afinal numa realidade polar, mesmo que as genitais tragam uma simbologia energética, nossa constituição interior e oculta é representada por ambas as forças.

Em ambas as constituições de representação genital física, as águas correspondem diretamente a tudo que sentimos a partir das emoções, sentimentos e pensamentos, e este terceiro não se refere ao intelecto, mas ao sistema ao qual se observa e absorve o mundo interno e externo, sendo estas nossas lentes, crenças, padrões e reações com experiências e como memorizamos nossas condutas e percebemos a nós e ao universo.

Quando nos prendemos ao que aprendemos acabamos muitas vezes por nos limitarmos as próprias experiências como aprendizado, mas como um padrão que corresponde a uma conduta reprodutiva de respostas reativas. Esse sistema tem por sua vez a morte da nossa criança interior. Uma criança em pleno gozo de sua saúde não julga, não se amedronta, não tem nada ao redor que a tente a proteger-se ou a julgar como uma ameaça a sua própria vida.

Uma criança saudável está plena para viver suas experiências, para tornar tudo e todos ao redor um amigo em potencial, mesmo que apenas numa tarde de brincadeiras em um parque. Ela degusta a vida da forma mais entregue e presente possível e sem qualquer forma de julgamento. Ela não é capaz de determinar uma medida protetiva para qualquer ou algo que seja. Ela simplesmente está para sentir o que for e como for, e a partir do sentir que ela tem as induções ao próprio ser moldando-se a cada nova interação e percepção.

Por nossa vez assumindo nossa “adultez”, temos todas estas experiências como uma rede de informações e pano de fundo para as percepções atuais. Temos uma biblioteca ampla de sentimentos e sensações viciadas para cada experiência vivida e que irá automaticamente responder ás atuais expectativas ou dores, até mesmo nos termos de condenações de possíveis futuros que não correspondam a um modo de sermos, mesmo sem estarmos.

Quando julgamos ou reprimimos o que sentimos não damos vazão aos nossos fluxos e a presença de cada experiência. Quando não nos libertamos de lentes que julgam o que é diferente de nós como erro ou dor nos afastamos de nossa natureza feminina, fluida e acolhedora. Quando sucumbimos à dor que já vivenciamos em detrimentos de algo que pode ou não nos machucar em presença, deixamos de vivenciar a incrível queda das águas.

É nesse ponto de transição entre o simples estar e se entregar sem o medo do que já se foi pelo que está por vir, que adquirimos o controle verdadeiro e o poder de ser. Quando você souber se entregar ao fluxo de um rio, saberá exatamente o poder de controla-lo. Você assume, soltando. Você controla, deixando o controle. Parece paradoxal, e é.

Quando deixamos de encobrir nosso feminino do desejo de experienciar o mundo, estamos no nosso mais alto ponto de poder. Quando não temos medo de sentir, independente do resultado, estamos nos mais fluídos fluxos de ser e de poder. É onde o ponto de conversão do corpo de retração para ruptura acontece.

Nessa ruptura as aguas fluem. Você sente com todo seu poder e evocamos nossa maior manifestação como feminino em representação física. E faz-se a Ejaculação. Você transborda, o rio flui, e a capacidade de alterar a percepção do ápice de um orgasmo acontece de maneira mais surpreendente possível. O significa de squirt é simplesmente esguichar, e é caracteriza por líquidos que saem da uretra quando se atingem um ápice de prazer e soltura de todo o controle que lhe for possível. Suas águas não só transbordam pelo canal da vagina, como inundam a esguicham pela uretra.

Esse líquido é composto por uma substancia semelhante ao líquido prostático, que se mistura a urina e vem com força e forma distintas de um orgasmo comumente vivenciado pela mulher. Esta é a configuração fluídica da forma sólida retida por couraças de medos e inseguranças para o fluxo da sua entrega sem medos e reparações, sem níveis de mercantilismos emocionais ou retratações de si.

Ela te prende apenas onde você pode ser, e esse lugar é você mesma e na sua criança liberta, na sua presença em si, como mulher livre de tudo que já viveu e que ainda possa viver. E acredite, qualquer mulher pode e é capaz de se liberar em águas, de ejacular e assumir seu próprio poder em ser e estar e se apropriar desse fenômeno.

Sereias, ondinas e ninfas, assumam seu poder transmorfo feminino e usem suas águas não mais para resguardarem-se e manterem-se em segredo, dor ou retração do que sentem. Sejam em todo potencial, e usufruam de uma vida em abundância de si, gozando da presença de serem quem são. Assumam seu sagrada em suas águas, liberem-se e esguichem.

[ ilustração: "Aquarian", Hannah Mergery ]

Sasha Cali
Terapeuta Tântrica Corporal, formada em todas as modalidades do Método Deva Nishok, iniciada no ISTA - SSSEX Level I (Spiritual Sexual Shamanic Experience), Terapêuta Quântica formada em Processos de Access Consciousness (Barras Access & Facelift) e Meditações com aplicações de Tons Pineais. Mestre Reikiana, Mentora [...]

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