Falo, o centro do Universo

Falo, o centro do Universo

publicado por Prem Ragini

Atendo homens como terapeuta tântrica desde 2014. E desde que comecei, muito do que eu pensava sobre eles se transformou e hoje posso a vê-los de modo amoroso e compassivo.

Minha primeira relação com o masculino foi de admiração por meu pai e por outros homens rudes e destemidos que tocavam boiadas, derrubavam novilhos e amansavam cavalos; Depois de inveja: queria a liberdade que usufruiam os garotos e muitas vezes tentei passar embaixo do arco iris para virar menino.

Adolescente, veio a raiva, causada pela inveja dos privilégios que tinham meus irmãos: dormiam até tarde, comiam a melhor comida, não faziam nada em casa, viam tevê a qualquer hora, saiam sem dizer onde iam e chegavam tarde sem dar satisfação. Que raiva!

Adulta, fui tomada pela fascinação, tesão e medo. Sim, medo porque não confiava nos homens, "Homem é bicho" - dizia mamãe. Com a maturidade, os sentimentos negativos foram amainando e outros foram surgindo devagar.

Terapeuta, fui percebendo as fragilidades e as dificuldades de ser homem.
Ao mesmo tempo que ao sexo masculino tudo é permitido, muito lhe é negado: não pode ser meigo, não pode desistir, não pode chorar, não pode vacilar e enfim nunca pode mostrar suas emoções e características femininas. Aliás sua parte feminina deve ser totalmente reprimida para ser considerado "homem de verdade".

Muitos chegam com o lingam (pênis) hipotônico descolorido, desvitalizado, gelado, sem pulsação e desconectado como se este não fizesse parte do resto do corpo. Costumo lhes falar de como esse órgão é delicado e como, no Tantra, é respeitosamente honrado pelo seu significado enquanto canal de energia criativa e prazer, definido como "coluna de sustentação", "bastão de luz".

Mas o que percebo, na escuta do corpo e na conversa em que relatam questões da infância como surras, humilhações, bullying, zoação de irmãos, assédio e molestamento, e várias dificuldades de relacionamento e do "ser homem" é que são muitas as fragilidades, as incertezas e as inseguranças. Ali deitados no colchonete, nus como vieram ao mundo, muitos se revelam meninos que precisam botar para fora o grito preso, a raiva, as mágoas e os medos.

Quantas sessões a finalização foi em meu colo?! Bem diferente essa "finalização" né?

Para finalizar quero dizer, homem, você não é o seu pênis, existe sexo sem penetração e prazer, até mesmo orgasmo, sem ereção. Você não é uma máquina sexual, você quer dar e receber carinho, amor e atenção. Siga seu coração, mostre-se vulnerável e não se preocupe em provar sua masculinidade para ninguém.

Buscar a Terapia Tântrica pode ser o primeiro passo para ressignificar e ampliar as formas de dar e receber prazer. Você pode livrar-se de tanto sofrimento e angústia, que só irão crescer se você continuar a fugir de si mesmo.

Prem Ragini
Terapeuta Tântrica, Renascedora e Instrutora de Cursos Individuais e de grupos "Curso Livre de Massagem Tântrica", com Especialização em Disfunção Sexual e formação também em Renascimento, Terapias Integradas de Respiração (TIR) e em Psicologia Budista na Sanga do CEBB no Recôncavo Baiano. Graduanda em Somatic [...]

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