Resgatando a química do casal com o Tantra

Resgatando a química do casal com o Tantra

publicado por Sangito Deva

No início, praticamente todo relacionamento tem o mesmo padrão – o casal mal pode se encostar que vem uma energia não se sabe de onde que deixa ambos desesperados para chegarem na cama e arrancarem as roupas com os dentes. Muitos inclusive – aqueles que não tem uma cama por perto – acabam encarando qualquer canto mais reservado (às vezes nem tão reservado assim) e satisfazem esse desejo urgente onde quer que seja. A essa força que movimenta os corpos dessa maneira – que pode ser percebida no toque, no cheiro, no beijo ou em vários outros estímulos – a sabedoria popular deu o nome de química.

Mas, o conhecimento empírico nos mostra que existe uma equação maluca que faz essa química evaporar. Uma equação difícil de se calcular, mas que envolve fatores como tempo, rotina, estresse, cansaço, falta de criatividade, preguiça, e mais uma série de fatores específicos que atacam casos isolados. A pergunta que fica é: o que o casal pode fazer para não ser vítima desse resfriamento íntimo e sexual que atinge grande número de parceiros mundo afora?

Uma resposta milenar

Resposta: o casal pode conhecer o Tantra! Muito mais do que um guia prático para um sexo incrível, o Tantra é uma filosofia comportamental que ensina não apenas como lidar com o próprio corpo, mas também como tratar e venerar o corpo do parceiro. Muito do que acontece nessa perda de química entre os parceiros vem de preconceitos ligados ao ato sexual, a falta de conhecimento do próprio prazer e o bloqueio na verdadeira entrega. A maneira como desenvolvemos nossa sexualidade – muitas vezes por meio da masturbação, tendo a pornografia como professora – cria um série de condicionamentos limitantes que, não apenas atrofiam a criatividade dos amantes, mas também não permitem que trabalhemos de maneira saudável a energia sexual. Transamos com o foco no orgasmo, pensando na finalidade da coisa, sem sequer focar nossa atenção no começo e no meio, na parte mais prazerosa do processo. Nossa relação sexual é uma viagem de avião, rápida e desconfortável, na qual tentamos dormir a maior parte do tempo, quando poderia ser uma viagem de trem, muito mais agradável, sem pressa, com uma vista deliciosa ao redor.

Dentro de seus muitos princípios, o Tantra ensina a contemplar o parceiro com respeito ao seu corpo e com uma multiplicidade de sensações. Conhecer o corpo do companheiro com o uso de todos os sentidos, com tranquilidade. Sentar, em silêncio, olhando-se nos olhos, fazendo aflorar confiança e intimidade; trocar toques suaves por todo o corpo, espalhando carinho e afeto por toda a superfície da pele; ouvir e falar sobre o seu prazer, o que gosta, o que não gosta; saber reconhecer no outro os efeitos que cada estímulo traz, o que surpreende, o que excita. Muitos pensam que a finalidade do sexo tântrico é persistir por horas e horas quando, na verdade, isso é apenas a consequência da coisa. A finalidade é elevar a energia sexual, mantendo o fogo que se acende no início da relação e torná-lo mais intenso, em vez de prosseguir o caminho normal das relações que segue correndo até o orgasmo, libera pouca energia e não satisfaz.

Em contato com o Tantra, o casal reaprende a sexualidade e muda a maneira de se relacionar. A mudança de conceitos é tão intensa que a intimidade do casal se transforma. Os corpos começam a se descobrir novamente, como acontecia no início. Assim, o relacionamento recebe uma injeção de química e tudo volta a ser divertido como deveria ser.

Fato é que todo relacionamento terá seus altos e baixos. Aproveitar os momentos de bonança e não se conformar, mudar os momentos de dificuldade apenas aproximará o casal. Não fique de braços cruzados esperando sua relação se recuperar sozinha e espontaneamente. Faça acontecer. Saia do rotina. Busque novidades. Afinal, o de sempre você já tem, e já se cansou.

Sangito Deva
Encontrei no Tantra um caminho de cura muito profundo; desde as minhas primeiras práticas em 2004 percebi que o Tantra tinha um potencial de aliviar muitas das minhas neuroses e compulsões ligadas à sexualidade. Desde então não parei de mergulhar. Em 2013 comecei as práticas [...]

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